O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou uma reclamação apresentada pela defesa da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra e manteve a sua prisão preventiva. A decisão foi assinada pelo magistrado na noite de sábado (23) e publicada oficialmente neste domingo (24). No despacho, Dino afirmou não ter encontrado “manifesta ilegalidade” na detenção que justificasse a concessão de um habeas corpus de ofício — ou seja, por iniciativa própria do tribunal.
A defesa da influenciadora acionou a Suprema Corte solicitando a liberdade imediata. Os advogados argumentaram que a prisão seria indevida, alegando que Deolane foi detida sob a justificativa de ter exercido sua atividade profissional como advogada em um serviço pelo qual recebeu o valor de R$ 24 mil. A influenciadora nega todas as acusações e sustenta que sua atuação ocorreu estritamente dentro da legalidade.
A nova ordem de prisão preventiva contra Deolane Bezerra foi decretada no âmbito de investigações que apuram um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com suspeitas levantadas pela polícia de que empresas de fachada tenham sido utilizadas para movimentar recursos ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens da empresária, citando o risco de fuga como um dos principais fundamentos para mantê-la reclusa.
Atualmente, Deolane encontra-se detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A rotina da influenciadora na unidade prisional também tem gerado repercussão: agentes de segurança determinaram a retirada de apliques de cabelo (mega hair) e de piercings por razões estritas de segurança, além de refutarem denúncias feitas por sindicatos sobre supostas regalias que ela estaria recebendo na instituição.





