Kiev – A Rússia realizou um ataque aéreo massivo contra o território ucraniano, utilizando pela primeira vez na região de Kiev o seu novo míssil balístico de alcance intermediário Oreshnik. A ofensiva, confirmada pelo Ministério da Defesa da Rússia e pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, atingiu a cidade de Bila Tserkva e vários pontos da capital, deixando um rastro de destruição e pelo menos quatro mortos e dezenas de feridos em escala nacional.
O ataque com o Oreshnik — armamento projetado com capacidade de carregar ogivas nucleares e que atinge velocidades hipersônicas de até 12.000 km/h — foi uma retaliação direta ordenada pelo presidente russo Vladimir Putin. Moscou atribuiu a ação a uma resposta ao bombardeio ucraniano com drones que, dias antes, atingiu um dormitório estudantil em Luhansk (região ocupada pelas forças russas), resultando na morte de 21 pessoas. Enquanto o Kremlin acusou Kiev de terrorismo contra civis, o governo ucraniano defendeu que o alvo era uma unidade militar russa de operação de drones.
Destruição na capital e região metropolitana
De acordo com relatos de autoridades locais e testemunhas em Kiev, a ofensiva causou pânico generalizado, forçando centenas de moradores a buscarem abrigo nas estações de metrô subterrâneas. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, e chefes militares confirmaram incêndios e danos severos em bairros como Shevchenkivsky, Dniprovsky e Podilsky.
“A maioria dos impactos ocorreu em Kiev, que era o alvo principal,” declarou o presidente Volodymyr Zelensky em sua conta no Telegram. “Três mísseis russos atingiram uma central de abastecimento de água, um mercado foi completamente queimado, e dezenas de prédios residenciais e escolas foram danificados.”
Além do Oreshnik, as Forças Armadas russas empregaram mísseis balísticos Iskander, mísseis hipersônicos Kinzhal e uma onda de drones de longo alcance. Os sistemas de defesa aérea da Ucrânia conseguiram interceptar parte dos projéteis, mas a velocidade e a tecnologia do novo supermíssil dificultaram a contenção total.
Reações internacionais e escalada do conflito
A nova utilização do Oreshnik gerou forte repúdio da comunidade internacional. Aliados europeus, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz, condenaram veementemente a agressão russa. A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, alertou para a “política imprudente de risco nuclear” promovida por Moscou e convocou uma reunião de emergência com diplomatas do bloco para discutir o aumento da pressão internacional contra a Rússia.
Com o alcance estimado do Oreshnik em até 5.000 quilômetros, analistas militares alertam que a arma representa uma ameaça direta não apenas à Ucrânia, mas a todo o continente europeu. Enquanto isso, no Conselho de Segurança da ONU, representantes ucranianos e russos trocam acusações de crimes de guerra, evidenciando o distanciamento de qualquer possibilidade de cessar-fogo no curto prazo.
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