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PF mira deputado Félix Mendonça Jr. em nova fase da Operação Overclean sobre desvios de emendas

PF mira deputado Félix Mendonça Jr. em nova fase da Operação Overclean sobre desvios de emendas

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a semana sob novo comando, ainda que em caráter temporário. O secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto foi nomeado oficialmente como ministro interino da pasta após a saída de Ricardo Lewandowski, que oficializou seu pedido de demissão na última quinta-feira (8), alegando motivos de ordem pessoal e familiar.

​A nomeação de Manoel Carlos, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, visa garantir a continuidade administrativa de uma das pastas mais estratégicas da Esplanada dos Ministérios. O interino é um nome de confiança de Lewandowski, tendo atuado como seu braço direito tanto no ministério quanto durante o período em que o ex-ministro esteve no Supremo Tribunal Federal (STF).

​A busca por um perfil político

​Apesar da transição técnica e suave conduzida por Manoel Carlos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já iniciou as consultas para encontrar um substituto definitivo. O Palácio do Planalto sinaliza que o perfil desejado para 2026 — ano eleitoral — deve ser mais político e combativo, capaz de articular pautas complexas no Congresso Nacional e dialogar diretamente com governadores sobre a crise na segurança pública.

​Entre os principais nomes que circulam nos bastidores para assumir o cargo estão:

  • Wellington César Lima e Silva: Atualmente advogado-geral da Petrobras, ele tem forte apoio da “ala baiana” do governo, liderada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.
  • Tarso Genro: O ex-governador e ex-ministro da Justiça é visto como uma “solução de peso” que dispensaria tempo de adaptação, trazendo experiência política para um ano sensível.
  • Vinícius Marques de Carvalho: O atual ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) é bem avaliado por sua competência técnica e fidelidade ao projeto governista.
  • Marco Aurélio de Carvalho: Coordenador do grupo Prerrogativas, é um nome defendido por setores do PT por sua proximidade com Lula e trânsito no Judiciário.

​Desafios no horizonte

​O novo titular da Justiça herdará uma agenda carregada, que inclui a regulamentação do uso de Inteligência Artificial em investigações criminais e o avanço da PEC da Segurança Pública, que propõe maior centralização de diretrizes policiais na União.

​Além disso, há uma discussão latente sobre o desmembramento da pasta em dois ministérios: Justiça e Segurança Pública — uma promessa de campanha de 2022 que volta ao radar como estratégia para otimizar o combate ao crime organizado antes das eleições de outubro.

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