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Carnaval: 80% das mulheres temem assédio e quase metade já foi vítima nas festividades

Carnaval: 80% das mulheres temem assédio e quase metade já foi vítima nas festividades

Brasília – O Carnaval é, historicamente, o ápice da alegria e da liberdade cultural no Brasil, mas para as mulheres o cenário é atravessado por um alerta constante. Uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, divulgada nesta semana de folia em 2026, revela que a insegurança ainda dita o ritmo das brasileiras: 80% das mulheres afirmam ter medo de sofrer assédio durante os blocos e festas, enquanto quase metade (47%) relata já ter sido vítima de violência sexual em carnavais passados.

​Os dados mostram que a importunação sexual não é um fato isolado, mas uma barreira estrutural. Para evitar agressões, muitas foliãs precisam abrir mão da espontaneidade, adotando estratégias de autoproteção como evitar horários de pico, planejar rotas específicas ou condicionar a diversão à presença constante de grupos.

​Respostas institucionais e o protocolo “Não é Não”

​Diante dessa realidade, governos e órgãos de Justiça intensificaram as ações para o Carnaval 2026. O Ministério das Mulheres lançou a campanha nacional “Se liga ou eu ligo 180”, com o objetivo de conscientizar o público masculino e reforçar o canal oficial de denúncias, que agora também opera via WhatsApp pelo número (61) 9610-0180.

​No Rio de Janeiro e em São Paulo, o foco está na aplicação rigorosa da Lei 14.786/2023, que instituiu o protocolo “Não é Não”. A medida obriga estabelecimentos como bares, boates e casas de shows a terem funcionários capacitados para acolher mulheres em situação de risco. No Rio, o governo estadual estima que as ações de conscientização já impactaram cerca de 2 milhões de pessoas, qualificando mais de 15 mil profissionais para agir em casos de assédio.

​O papel da sociedade

​Especialistas e movimentos sociais destacam que, embora as campanhas de governo sejam fundamentais, a mudança definitiva depende de um pacto coletivo. Segundo a diretoria do Instituto Locomotiva, o combate ao assédio deve ser encarado como uma responsabilidade de toda a sociedade, e não apenas uma “luta das mulheres”.

​A mensagem para este Carnaval é direta e amparada por lei: qualquer ato libidinoso sem consentimento é crime de importunação sexual, com pena prevista de um a cinco anos de prisão. O respeito, segundo as autoridades, deve ser a única fantasia obrigatória em todos os circuitos da folia.

Canais de ajuda:

  • Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Nacional).
  • Disque 190: Polícia Militar (Para emergências no local).
  • Protocolo Não é Não: Procure a organização do evento ou funcionários identificados em estabelecimentos parceiros.

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