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Cientistas identificam nova espécie de dinossauro com espinhos de porco-espinho na China

Cientistas identificam nova espécie de dinossauro com espinhos de porco-espinho na China

Uma descoberta sem precedentes na paleontologia acaba de revelar o Haolong dongi, um dinossauro herbívoro que viveu há 125 milhões de anos e possuía uma armadura de espinhos ocos inédita para esses répteis. O estudo, fruto de uma colaboração internacional liderada pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) e instituições chinesas, foi detalhado na prestigiosa revista Nature Ecology & Evolution em fevereiro de 2026.

​O fóssil, um exemplar juvenil do grupo Iguanodontia — conhecidos herbívoros que podiam atingir até 10 metros de comprimento —, foi encontrado no nordeste da China em um estado de conservação descrito como “excepcional”. A preservação foi tão minuciosa que permitiu aos pesquisadores observar células individuais da pele e tecidos moles que raramente sobrevivem ao processo de fossilização.

​Estrutura inédita e funcionalidade

​Diferente das placas ósseas do conhecido Estegossauro ou dos chifres sólidos de outras espécies, as projeções do Haolong dongi eram estruturas queratinosas integradas diretamente à pele e com o interior oco. Essa característica as torna biologicamente análogas aos acúleos dos porcos-espinhos modernos.

​As análises realizadas com tomografia de raios-X de alta resolução e cortes histológicos sugerem três funções principais para essas estruturas:

  1. Defesa Passiva: Uma armadura leve, porém intimidadora, capaz de dissuadir o ataque de pequenos carnívoros do período Cretáceo.
  2. Termorregulação: Por serem ocos, os espinhos poderiam ajudar o animal a dissipar ou reter calor, funcionando como radiadores térmicos.
  3. Capacidade Sensorial: Os cientistas levantam a hipótese de que as cerdas pudessem detectar vibrações ou alterações sutis no ambiente ao redor.

​Homenagem e mistérios futuros

​O nome da espécie, Haolong dongi, é uma homenagem ao renomado paleontólogo chinês Dong Zhiming, pioneiro nos estudos de dinossauros na Ásia e responsável por décadas de descobertas na região.

​Apesar do avanço, uma questão permanece em aberto para os pesquisadores: como o exemplar encontrado era um jovem, ainda não se sabe se esses espinhos eram mantidos na fase adulta ou se eram uma característica exclusiva da juventude para proteção extra. “A resposta dependerá da descoberta de espécimes adultos da mesma espécie”, afirmam os autores do estudo.

​A descoberta redefine o entendimento sobre a diversidade das coberturas corporais dos dinossauros, provando que a evolução desses gigantes foi ainda mais complexa e criativa do que se imaginava anteriormente.

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