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Com genro de Trump como intermediador, Rússia vira “Eldorado” de americanos para o pós-guerra

Com genro de Trump como intermediador, Rússia vira “Eldorado” de americanos para o pós-guerra

Moscou – O calendário marca quatro anos desde o início da invasão russa em solo ucraniano nesta terça-feira, 24 de fevereiro. Enquanto as frentes de batalha permanecem estagnadas sob o rigor do inverno, os hotéis de luxo e os centros de negócios de Moscou vivem uma realidade paralela: uma efervescência frenética de investidores ocidentais que buscam garantir seu lugar no que chamam de “a maior reconstrução econômica da década”.

​No centro dessa movimentação, um nome ecoa com insistência nos bastidores da capital russa: Jared Kushner. O genro do ex-presidente Donald Trump consolidou-se como a ponte de ouro para o capital americano que, apesar das sanções ainda vigentes, já desenha o cenário de um futuro normalizado entre Washington e o Kremlin.

​O papel de Jared Kushner: O “Organizador da Festa”

​A atuação de Kushner não é fruto do acaso. Utilizando sua rede de contatos estabelecida durante os anos de Casa Branca e ampliada através de seu fundo de investimentos, o Affinity Partners, ele tem operado como um facilitador estratégico.

​Em conversas ouvidas pela reportagem em jantares privados na rua Tverskaya, Kushner é descrito não apenas como um investidor, mas como o arquiteto de uma nova diplomacia comercial.

  • Intermediação: Ele conecta fundos de private equity americanos a setores russos que foram “desocidentalizados” abruptamente em 2022, como energia e infraestrutura tecnológica.
  • Garantia Política: A presença de sua figura sinaliza para o mercado uma aposta clara na mudança de ventos políticos nos EUA, sugerindo que as barreiras comerciais atuais podem ter data de validade.

​A Corrida pelo “Eldorado” Russo

​Apesar de o conflito estar longe de um desfecho militar definitivo, o pragmatismo financeiro ignora o som dos canhões. O interesse americano foca em ativos que ficaram subvalorizados ou que precisam de modernização após anos de isolamento parcial.

Um cenário de contradições

​Enquanto a diplomacia oficial ainda troca farpas e sanções são renovadas em fóruns internacionais, o “subsolo” econômico opera em outra frequência. A narrativa em Moscou é de que a Rússia não apenas sobreviveu ao isolamento, mas transformou-se em uma fronteira de oportunidades para quem tiver a coragem (e os contatos certos) para entrar agora.

​A pergunta que paira nos corredores do poder é se essa movimentação liderada por nomes como Kushner é um passo isolado ou o prelúdio de uma nova ordem geopolítica onde os negócios precedem a paz formal.

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