DÓLAR cai a R$ 5,17, menor valor desde maio de 2024, após derrubada de tarifas; Bolsa sobe
O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana em clima de euforia. Nesta sexta-feira (20), o dólar comercial recuou 0,98%, fechando cotado a R$ 5,17 — o menor patamar registrado desde maio de 2024. No mesmo ritmo, o Ibovespa saltou 1,06% e rompeu a barreira histórica dos 190.534 pontos, consolidando o 12º recorde de fechamento apenas neste início de 2026.
O “Fim do Tarifaço” e o alívio global
O principal catalisador do otimismo foi a decisão histórica da Suprema Corte dos Estados Unidos, que derrubou o pacote de tarifas globais imposto pela administração de Donald Trump. Por 6 votos a 3, os magistrados consideraram as taxas ilegais, o que deve gerar um alívio imediato para exportadores brasileiros.
- Impacto no Brasil: A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a medida isenta cerca de US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras que estavam sob pressão.
- Fluxo de Capital: Com a suspensão das tarifas, investidores estrangeiros voltaram a buscar ativos em mercados emergentes, aumentando a oferta de dólares no Brasil e valorizando o Real.
Economia americana e dados mistos
Além do cenário jurídico nos EUA, os investidores reagiram aos dados do PIB americano, que cresceu 2,2% no acumulado de 2025, mas mostrou desaceleração no último trimestre (1,4%).
”A decisão da Suprema Corte é fundamentalmente favorável à economia global. Sem o peso do ‘tarifaço’, o Federal Reserve ganha margem para discutir cortes de juros, o que enfraquece o dólar globalmente”, afirmam analistas de mercado.
Desempenho na Bolsa (B3)
O recorde dos 190 mil pontos foi tracionado principalmente pelo setor de commodities e financeiro:
- Vale (VALE3): Subiu forte com a perspectiva de maior fluidez no comércio global.
- Setor Bancário: Registrou altas consistentes, acompanhando o otimismo com a queda do risco país.
- Varejo e Consumo: Beneficiados pela queda do dólar, que reduz custos de insumos importados.

































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