Flávio Bolsonaro ataca Lula e Haddad no BTG e projeta virada em 2026
Em clima de campanha antecipada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou sua participação na CEO Conference 2026, organizada pelo banco BTG Pactual, para consolidar sua imagem como o principal nome da oposição para a corrida presidencial. Durante os painéis realizados nesta semana, o parlamentar subiu o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, embora tenha evitado dar nomes para sua futura equipe econômica.
Ofensiva contra o governo e “Tesouraço”
Flávio Bolsonaro criticou duramente a condução econômica da atual gestão, referindo-se aos gastos públicos como “assistencialismo barato” e acusando Lula de “dar com uma mão e tirar com a outra” através da carga tributária. O senador prometeu um “tesouraço” nos impostos e a privatização de até 95% das estatais, abrindo exceção apenas para setores que considera estratégicos, como a exploração de terras raras.
Questionado pelos empresários sobre quem ocuparia a cadeira de Haddad em um eventual governo, Flávio desconversou, limitando-se a dizer que o escolhido deverá ser “no mínimo igual a Paulo Guedes”.
Cenário eleitoral acirrado
O otimismo do senador baseia-se em levantamentos recentes que mostram uma redução na distância para o atual presidente.
- Pesquisa Quaest (Fevereiro/2026): Indica que Flávio se consolidou como o herdeiro dos votos de Jair Bolsonaro, especialmente após o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sinalizar foco na reeleição em São Paulo.
- Vantagem em queda: No cenário de segundo turno testado pela Quaest, Lula aparece com 43% contra 38% de Flávio — a menor diferença registrada desde o início do ciclo eleitoral de 2026.
- Rejeição: Ambos os líderes enfrentam desafios similares, com taxas de rejeição que superam os 50%, refletindo a polarização ainda latente no país.

































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