Gaeco mira bicheiros Rogério e Gustavo de Andrade em operação contra bingo no Recreio
Em uma ofensiva contra a estrutura financeira da contravenção no Rio de Janeiro, o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) deflagrou, nesta quarta-feira (11/02), uma operação decisiva contra o jogo do bicho e a exploração de jogos de azar. A ação teve como alvo os administradores de um bingo clandestino localizado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital.
O elo com a cúpula da contravenção
As investigações apontam que o estabelecimento operava sob a influência direta do grupo criminoso liderado por Rogério de Andrade e seu filho, Gustavo de Andrade. Ambos são figuras centrais na hierarquia do jogo do bicho no estado e acumulam processos por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com o Ministério Público, a operação — que contou com o suporte da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) — resultou em:
- Denúncias: 6 pessoas foram denunciadas pelo crime de organização criminosa.
- Prisões: 4 mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Justiça.
- Apreensões: Materiais relacionados à exploração de jogos de azar e documentos que podem revelar a movimentação financeira do grupo.
Contexto e desdobramentos
A operação de hoje é mais um capítulo no cerco judicial contra Rogério de Andrade. Recentemente, o bicheiro tem enfrentado sucessivas restrições judiciais e monitoramento eletrônico, enquanto o MP tenta desmantelar as casas de apostas físicas que ainda servem como braços operacionais de sua rede.
O bingo no Recreio funcionava de forma sofisticada, buscando manter uma fachada de normalidade para atrair apostadores de classe média e alta, mas toda a logística de segurança e arrecadação seguia o “padrão” das organizações ligadas à contravenção carioca.
Nota do Redator: A defesa dos citados ainda não se manifestou oficialmente sobre a operação desta quarta-feira. O espaço segue aberto para posicionamentos.

































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