GOVERNO Lula e concessionária Aena anunciam R$ 4,6 bilhões para modernizar 11 aeroportos no país
BRASÍLIA – Em uma iniciativa estratégica para destravar gargalos logísticos e impulsionar o turismo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, oficializaram nesta quarta-feira (11 de fevereiro de 2026) um pacote de investimentos de R$ 4,64 bilhões destinados à ampliação e modernização de 11 terminais aeroportuários em quatro estados brasileiros.
Os recursos, viabilizados por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à concessionária espanhola Aena, fazem parte de um plano mais amplo que pode chegar a R$ 9,2 bilhões se somados os aportes adicionais previstos para o Nordeste. A meta central é elevar a qualidade da infraestrutura nacional e preparar o país para o crescimento contínuo do setor aéreo, que registrou uma alta de 9,4% no volume de passageiros em 2025.
Foco em Congonhas e expansão regional
O grande destaque do anúncio é o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O terminal, um dos mais movimentados do país, receberá cerca de R$ 2 bilhões do montante total. O projeto prevê a construção de um novo terminal de passageiros, que saltará dos atuais 40 mil m² para 105 mil m², além de aumentar as pontes de embarque de 12 para 19. A previsão é que as obras em Congonhas sejam concluídas até julho de 2028.
Além da capital paulista, o investimento contempla terminais essenciais para a integração regional e o escoamento de produção:
- Minas Gerais: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros.
- Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá.
- Pará: Santarém, Marabá, Carajás e Altamira.
Impacto econômico e social
O governo federal estima que a execução dessas obras gerará mais de 2 mil empregos diretos e indiretos de imediato. Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que a operação utiliza mecanismos financeiros inovadores que reduzem o custo da dívida e garantem a sustentabilidade do projeto a longo prazo.
”Estamos batendo recordes. Em três anos de governo, incluímos mais de 30 milhões de passageiros na aviação do país”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho, destacando que o Brasil foi um dos mercados que mais cresceram no mundo no último ano, alcançando a marca de 130 milhões de viajantes anuais.
O futuro da aviação brasileira
A notícia chega em um momento de otimismo para o setor. Além do pacote da Aena, o Ministério de Portos e Aeroportos já planeja 40 novos leilões para 2026, incluindo a retomada de concessões importantes como a do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. O objetivo é reduzir a dependência de recursos públicos para manutenção de terminais deficitários através do programa “AmpliAR”, que incentiva a iniciativa privada a assumir a gestão de aeroportos regionais menores em blocos com terminais lucrativos.
Com o novo aporte, a capacidade operacional dos 11 aeroportos beneficiados deve saltar dos atuais 29 milhões para cerca de 40 milhões de passageiros por ano até o final desta década.

































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