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INDÚSTRIAS brasileiras aceleram migração para o Paraguai e buscam fôlego contra o “Custo Brasil”

INDÚSTRIAS brasileiras aceleram migração para o Paraguai e buscam fôlego contra o “Custo Brasil”

O movimento de indústrias brasileiras cruzando a fronteira em direção ao Paraguai deixou de ser uma tendência isolada para se tornar uma estratégia de sobrevivência e competitividade. Em 2026, os dados consolidam o país vizinho como o principal destino de investimentos produtivos da região, impulsionado por um ambiente regulatório simplificado e vantagens fiscais que o Brasil ainda luta para oferecer.

​O fenômeno da Lei de Maquila e o imposto de 1%

​O principal motor dessa migração é a Lei de Maquila. O regime permite que empresas estrangeiras importem matérias-primas e maquinários com suspensão de tributos, processem os produtos em solo paraguaio e os exportem com o pagamento de um tributo único de apenas 1% sobre o valor agregado.

  • Exportações Recordes: Em 2025, as exportações sob o regime de maquila atingiram o marco histórico de US$ 1,3 bilhão.
  • Parceiro Preferencial: O Brasil absorve cerca de 64% dessas exportações, funcionando como o destino final de produtos que, embora fabricados no Paraguai, possuem DNA e capital brasileiro.
  • Setores em Alta: Autopeças (34%), vestuário e têxteis (17%) e alimentos (12%) lideram a lista de segmentos que encontraram no país vizinho uma forma de reduzir custos operacionais em até 40%.

​Por que o Paraguai? O tripé da competitividade

​Além da baixa carga tributária, três fatores explicam por que mais de 200 grandes indústrias brasileiras já operam em território paraguaio:

  1. Energia Elétrica: Com a abundância gerada por Itaipu, o custo da energia para a indústria chega a ser 60% menor do que no Brasil.
  2. Mão de Obra e Encargos: A legislação trabalhista paraguaia é considerada mais flexível, e os encargos sociais são significativamente mais baixos, reduzindo o custo final da produção.
  3. Segurança Jurídica: Enquanto o Brasil inicia a implementação de sua reforma tributária em 2026 — gerando incertezas sobre o período de transição — o Paraguai oferece um sistema previsível e estável há décadas.

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