Justiça do Paraná condena médico Lucas Saldanha Ortiz por cobrar cirurgias no SUS em Toledo
O cenário da saúde pública no Oeste do Paraná foi abalado pela conclusão de um processo judicial que expôs um esquema de corrupção dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). O médico ortopedista Lucas Saldanha Ortiz foi condenado pela Justiça do Paraná a uma pena de 10 anos de prisão após ser comprovado que ele exigia pagamentos indevidos de pacientes para a realização de procedimentos que deveriam ser gratuitos.
O Esquema de Cobranças Ilegais
As investigações, que culminaram na denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), revelaram que o médico aproveitava-se da vulnerabilidade de pacientes que aguardavam por intervenções ortopédicas.
- Valores cobrados: De acordo com os depoimentos e provas coletadas, as taxas ilegais variavam entre R$ 50 e R$ 200.
- A “taxa” da gratuidade: O montante era solicitado sob o pretexto de agilizar o atendimento ou cobrir custos que, por lei, já são plenamente custeados pelo Governo Federal através do SUS.
- Localidade: Os crimes ocorreram na cidade de Toledo, onde o médico atuava como prestador de serviços na rede pública.
A Decisão Judicial e Desdobramentos
A condenação reflete o entendimento da Justiça de que houve crime de concussão — que é o ato de um funcionário público (ou equiparado, no caso de prestadores do SUS) exigir vantagem indevida em razão da função.
”A prática fere não apenas o patrimônio das vítimas, muitas vezes de baixa renda, mas corrói a confiança da população no sistema público de saúde,” destacou a promotoria durante o processo.
Além da pena de reclusão, a sentença prevê o afastamento de funções públicas e a reparação de danos. Cabe ressaltar que o médico ainda possui direito a recursos em instâncias superiores, mas a decisão de primeiro grau é vista como um marco no combate às “taxas por fora” na região.
O que diz a defesa
Até o fechamento desta edição, a defesa de Lucas Saldanha Ortiz não havia emitido uma nota oficial detalhando os próximos passos do recurso, embora tenha mantido a tese de inocência durante o trâmite processual.

































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