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Lenda do tênis exalta João Fonseca e retorna ao Brasil para coroar novo campeão

Lenda do tênis exalta João Fonseca e retorna ao Brasil para coroar novo campeão

​O cenário do tênis mundial volta seus olhos para o Rio de Janeiro esta semana, mas a grande estrela não estará empunhando uma raquete, e sim o troféu de campeão. Andre Agassi, ex-número 1 do mundo e dono de oito títulos de Grand Slam, desembarca no Brasil para uma participação histórica na 12ª edição do Rio Open. Aos 55 anos, o americano será o responsável por entregar a taça ao vencedor no próximo domingo, dia 22 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro.

​O retorno tem um sabor de nostalgia e fechamento de ciclo. Foi em solo brasileiro, em Itaparica (1987), que um Agassi ainda adolescente conquistou seu primeiro título profissional. Agora, décadas depois de sua fama de “rebelde” e de uma carreira que redefiniu o esporte, ele retorna como embaixador de uma nova era.

​O “fator” João Fonseca

​Em entrevista exclusiva à VEJA, Agassi não poupou elogios à maior promessa do tênis brasileiro atual, João Fonseca. O americano, que foi capitão do “Time Mundo” na Laver Cup — onde teve a oportunidade de acompanhar o jovem brasileiro de perto —, afirmou que Fonseca possui “todos os ingredientes” para se tornar um grande campeão de Grand Slam.

​”Acredito que ele pode ser um grande campeão e estou ansioso para acompanhar seu progresso”, disse Agassi, destacando a potência e o talento técnico do brasileiro de 18 anos, que entrou no Rio Open 2026 como um dos principais cabeças de chave (número 4 do torneio). O desejo da organização e do público é um roteiro de cinema: que Agassi entregue o troféu justamente para as mãos de Fonseca no domingo.

​Evolução do esporte e o peso da fama

​Sobre o tênis atual, dominado por nomes como Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, Agassi observa uma evolução física e tecnológica sem precedentes. Para ele, o esporte está em um momento “muito saudável”, com atletas que maximizam suas habilidades de forma que, na sua época, era impensável.

​Questionado sobre sua antiga postura rebelde, que marcou os anos 90 com roupas coloridas e cabelos longos, o americano refletiu com maturidade. Ele admitiu que usava o visual como uma forma de expressão em um esporte tradicionalista, mas confessou sentir “alívio” por não ter jogado na era das redes sociais. “Sinto muita empatia pelos jogadores de hoje. Lidar com a exposição atual exige um preparo emocional imenso”, comentou.

​Além das quadras

​A presença de Agassi no Rio também reforça o caráter social e econômico do evento. O Rio Open 2026 projeta um impacto de R$ 200 milhões na economia carioca e mantém seu compromisso com a sustentabilidade (selo Carbono Neutro) e inclusão através do programa Rio Open Ace.

​Para os fãs, a imagem de Agassi no saibro carioca é um lembrete vivo de que o tênis é feito de legados. Seja como o carrasco (e depois amigo) de Gustavo Kuerten, ou como o mentor que agora apadrinha talentos como João Fonseca, Andre Agassi prova que sua conexão com o Brasil permanece tão forte quanto o seu inconfundível backhand.

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