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Lula Quer Acordo com Trump para que PF Prenda Brasileiros nos EUA

Lula Quer Acordo com Trump para que PF Prenda Brasileiros nos EUA

Em um movimento estratégico que conecta a política externa brasileira à segurança pública nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante sua passagem por Nova Déli, que pretende formalizar parcerias com os Estados Unidos para que a Polícia Federal (PF) realize operações em solo americano. A declaração ocorre no contexto de uma visita de Estado à Índia para a Cúpula do Impacto da Inteligência Artificial, em fevereiro de 2026.

​Foco em “Magnatas da Corrupção” e Crime Organizado

​O presidente destacou que o crime organizado atua como uma “empresa multinacional” e que a impunidade de brasileiros que residem em áreas nobres dos EUA, como Miami, precisa acabar. O petista foi enfático ao diferenciar o perfil dos alvos:

​”Esses magnatas não moram na favela. Eles moram em cobertura, nos bairros mais ricos do Brasil e nos bairros mais ricos dos Estados Unidos. Eu não quero recebê-los [de volta como deportados comuns], eu quero prendê-los”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no dia 22 de fevereiro.

​Lula revelou ainda que o governo brasileiro já possui dados detalhados, incluindo fotografias e endereços de criminosos monitorados, e que entregará essas informações ao governo de Donald Trump.

​O Fator Venezuela e a Reunião com Trump

​A pressa em articular essa cooperação é impulsionada pela recente dinâmica na Venezuela. Com a captura de Nicolás Maduro e a abertura econômica venezuelana sob tutela americana, o cenário regional de combate ao narcotráfico e lavagem de dinheiro sofreu uma guinada.

​Para viabilizar as operações, Lula planeja levar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e membros da Receita Federal para uma reunião bilateral com Trump, prevista para março de 2026, em Washington.

Inteligência Artificial e Soberania

​Além da segurança, o presidente utilizou a cúpula na Índia para defender a regulação das Big Techs. Ele alertou que o controle concentrado de algoritmos representa um risco à soberania e à democracia, defendendo que a governança global da IA seja liderada pela ONU para evitar o que chamou de “nova forma de dominação”.

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