Marcinha, a “Rainha das Rainhas”, celebra décadas de legado e inspira renovação no Carnaval de Curitiba
O Carnaval de Curitiba pode não ter os holofotes da Sapucaí, mas carrega uma resistência cultural que ganha rosto e nome na Marechal Deodoro: Maria Aparecida de Souza, a Marcinha. Aos 61 anos, a veterana — carinhosamente apelidada de “Rainha das Rainhas” — reafirma sua soberania na avenida, transformando sua trajetória em um símbolo de longevidade e paixão pelo samba paranaense.
Uma vida dedicada ao pavilhão
Marcinha não é apenas uma integrante de escola de samba; ela é uma instituição do Carnaval local. Com décadas de desfiles no currículo, ela atravessou diferentes eras da folia curitibana, mantendo o samba no pé e o carisma que a tornaram referência para as novas gerações.
Para os entusiastas da Mocidade Azul, sua escola de coração, Marcinha representa a ponte entre o passado glorioso e o futuro da festa. Sua presença na avenida vai além da estética; trata-se de um ato de ocupação cultural em uma cidade muitas vezes rotulada como “fria” para o Carnaval.
O impacto na nova geração
O legado de Marcinha tem servido de combustível para jovens passistas e rainhas que buscam nela a técnica e, principalmente, a resiliência. Em um cenário onde o Carnaval de Curitiba luta anualmente por incentivos e visibilidade, a veterana ensina que a folia é, acima de tudo, uma questão de identidade.
”A Marcinha é a prova de que o samba não tem idade e que a nossa tradição em Curitiba é viva e pulsante. Ela abre caminhos para que as meninas que estão começando hoje entendam a responsabilidade de carregar um pavilhão”, afirma um dos diretores da liga local.
O Carnaval de Curitiba em 2026
Neste ano, o desfile na Rua Marechal Deodoro consolidou a tendência de crescimento do público, atraindo milhares de foliões. As atualizações mais recentes do setor destacam:
- Investimento em Infraestrutura: Melhorias na iluminação e sonorização da avenida principal.
- Profissionalização: Workshops de percussão e dança que ocorrem ao longo de todo o ano nas comunidades.
- Inclusão: O aumento da participação de blocos de rua que agora integram o cronograma oficial junto às escolas tradicionais.
Marcinha continua a ser a estrela guia dessa evolução, provando que, enquanto houver paixão, o asfalto curitibano sempre terá espaço para o brilho da realeza do samba.

































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