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Mecânico sobrevive a ataque de cachorros após celular explodir e impedir mordida fatal em Cascavel

Mecânico sobrevive a ataque de cachorros após celular explodir e impedir mordida fatal em Cascavel

Um incidente impressionante registrado nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, transformou um objeto cotidiano em um improvável “escudo” de sobrevivência. O mecânico Reinaldo Duarte de Almeida, morador de Cascavel, no oeste do Paraná, foi atacado por cães enquanto caminhava, mas escapou de ferimentos mais graves graças à explosão da bateria de seu celular.

​De acordo com o relato da vítima, um dos animais avançou diretamente em direção à sua garganta. Ao tentar se defender, Reinaldo utilizou o braço e o corpo para afastar o cão, que acabou abocanhando sua perna exatamente na altura do bolso onde estava o aparelho. A força da mandíbula do animal perfurou a bateria de lítio do smartphone — que tinha apenas 20 dias de uso —, provocando uma explosão imediata e chamas.

“O celular salvou minha vida”

“Eu fui me livrar, pois ele veio na minha garganta. Eu bati nele e aí desceu e mordeu a minha perna. No que ele mordeu, foi em cima do celular e estourou a bateria. Foi perigoso, mas o celular me salvou. Foi bizarro”, contou o mecânico em entrevista à RPC.

​Apesar do susto e do impacto, a explosão acabou afugentando os animais, interrompendo o ataque. Reinaldo foi socorrido e encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com queimaduras na perna e nos dedos de uma das mãos, além de ter levado oito pontos no local da mordida. Ele recebeu alta e já se recupera em casa.

Desdobramentos legais e alertas

A Polícia Militar do Paraná registrou o caso como omissão de cautela na guarda de animais. Os cães foram recolhidos e entregues a familiares da tutora, que se comprometeu a arcar com os custos do tratamento médico e o prejuízo do aparelho destruído. Diante da assistência prestada, a vítima optou por não registrar boletim de ocorrência formal contra a proprietária.

​Especialistas alertam que baterias de íons de lítio, presentes na maioria dos smartphones e power banks, são extremamente sensíveis a danos físicos. Quando perfuradas, a energia acumulada é liberada de forma descontrolada, gerando gases tóxicos, calor intenso e explosões — um risco que, neste caso específico, acabou servindo como uma barreira física inesperada contra um ataque animal fatal.

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