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MILITARES e médicos cubanos deixam a Venezuela sob forte pressão dos EUA

MILITARES e médicos cubanos deixam a Venezuela sob forte pressão dos EUA

CARACAS – O cenário geopolítico da América Latina sofre uma transformação drástica neste início de 2026. Após décadas de uma aliança estratégica profunda, contingentes de médicos e agentes de segurança cubanos iniciaram uma retirada em massa da Venezuela. O movimento ocorre em um contexto de asfixia econômica e pressão militar direta exercida pelo governo de Donald Trump, que recentemente intensificou operações na região.

​O colapso da aliança Caracas-Havana

​A saída dos profissionais cubanos — que no auge do programa “Missão Bairro Adentro” chegaram a somar dezenas de milhares — marca o fim de uma era de cooperação iniciada por Hugo Chávez e Fidel Castro. Os principais fatores que aceleraram este êxodo incluem:

  • Intervenção e Captura: A recente operação militar dos EUA em solo venezuelano, que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua transferência para Nova York, desarticulou a cadeia de comando que garantia a permanência dos cubanos.
  • Bloqueio Energético: Washington cortou o fluxo de petróleo venezuelano para a ilha. Sem o subsídio de combustível, que representava cerca de 34% da demanda de Cuba, o governo de Miguel Díaz-Canel enfrenta um colapso energético sem precedentes.
  • Pressão da Presidência Interina: O novo governo interino venezuelano, buscando normalizar relações com os EUA, optou por substituir a guarda de elite cubana por forças de segurança locais.

​Impacto nas Forças de Segurança e Saúde

​Relatos indicam que assessores cubanos de inteligência, anteriormente lotados na Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), foram removidos de seus cargos. No campo da saúde, a retirada deixa um vácuo em áreas remotas da Venezuela, onde os médicos da ilha eram, muitas vezes, a única assistência disponível.

​”Eles recebiam dinheiro da Venezuela. Recebiam petróleo da Venezuela. Isso acabou”, afirmou o presidente Donald Trump em declaração recente, sugerindo que o próximo passo da pressão diplomática será direcionado integralmente à queda do regime em Havana.

​Números do conflito e da cooperação

​De acordo com dados recentes e históricos da cooperação:

  • 32 militares cubanos teriam morrido durante as incursões americanas em território venezuelano no início do ano.
  • 255.300 colaboradores cubanos passaram pela Venezuela desde o início dos acordos de cooperação.
  • Zero barris: É a meta atual da Casa Branca para o envio de petróleo venezuelano a Cuba.

​A saída desses profissionais não é apenas uma movimentação logística, mas o símbolo do desmantelamento da influência castrista no continente, deixando Cuba isolada e à beira de uma crise humanitária e energética sistêmica.

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