MORO insiste em candidatura ao governo do Paraná e desafia veto do PP na federação
CURITIBA – O cenário político paranaense subiu de temperatura nesta semana com o endurecimento do embate entre o senador Sergio Moro (União-PR) e a cúpula do Progressistas (PP). Mesmo após o diretório estadual do PP ratificar, por unanimidade, o veto ao seu nome, Moro declarou que sua pré-candidatura ao Palácio Iguaçu é “irreversível” dentro da federação União Progressista.
O impasse coloca em xeque a estabilidade da recém-formada “superfederação” entre União Brasil e PP, que projeta ser a maior força política do país em 2026. Enquanto Moro se ampara na liderança das pesquisas de intenção de voto e no respaldo de Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, as lideranças do PP no Paraná, capitaneadas pelo deputado federal Ricardo Barros, mantêm o bloqueio.
Os pontos centrais do conflito
A resistência do PP não é apenas protocolar, mas estratégica. O partido está profundamente alinhado à base de apoio do atual governador Ratinho Júnior (PSD), que planeja lançar um sucessor próprio — nomes como Alexandre Curi e Rafael Greca (que estaria em conversas com o PP) aparecem no radar.
- Argumento do PP: Ricardo Barros afirma que Moro possui uma “incapacidade de articulação política” e que não conseguiu atrair a militância progressista. A legenda teme que a imposição do nome de Moro cause uma debandada de deputados estaduais e federais.
- Argumento de Moro: O senador classifica os vetos como “arbitrários” e sustenta que a federação deve priorizar nomes competitivos. Ele aposta na pressão da cúpula nacional para dobrar o diretório estadual.
Regras do jogo e possíveis saídas
Pelo estatuto das federações, o registro de candidaturas majoritárias exige consenso entre os partidos integrantes. Sem a assinatura de Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, Moro ficaria impedido legalmente de disputar o governo pela coligação.
”Se não tiver consenso, não tem candidatura. O senador terá que procurar outro partido se quiser manter o projeto”, disparou Ricardo Barros em declarações recentes.
Analistas políticos apontam que, caso o isolamento persista, Moro poderá ser forçado a uma mudança de legenda durante a janela partidária ou focar na manutenção de seu mandato no Senado, onde ainda possui quatro anos de estabilidade.
O que esperar a seguir?
As próximas semanas serão de intensas reuniões em Brasília. O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, prometeu mediar o conflito, mas o PP paranaense já avisou que não aceitará intervenção nacional em uma decisão que consideram soberana do diretório estadual.

































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