Mpox em Porto Alegre e São Paulo acende alerta sanitário no Brasil após o Carnaval
A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou, nesta semana de fevereiro de 2026, o primeiro caso de Mpox na capital gaúcha no ano. O anúncio ocorre em um momento de vigilância redobrada, após o estado de São Paulo registrar 43 casos apenas em janeiro, distribuídos por cidades como Campinas, Santos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e a capital paulista.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre, o paciente diagnosticado é residente da cidade, mas a infecção ocorreu fora do Rio Grande do Sul. Embora o cenário atual, segundo especialistas, não configure uma nova emergência sanitária de larga escala, o registro logo após as festividades de Carnaval preocupa as autoridades devido ao potencial de transmissão em eventos com grandes aglomerações.
Contexto epidemiológico e novas variantes
O Brasil monitora com atenção a circulação do vírus desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de alerta global em 2024. Em 2025, Porto Alegre contabilizou 11 casos da doença. No cenário nacional, o Ministério da Saúde tem intensificado a vigilância laboratorial para identificar a presença de diferentes cepas, incluindo o clado Ib, que causou surtos significativos no continente africano e já teve casos isolados identificados em território brasileiro anteriormente.
Especialistas reforçam que, embora a maioria dos quadros clínicos seja de evolução favorável e autolimitada, a prevenção continua sendo o melhor caminho.
Orientações e prevenção
A transmissão da Mpox ocorre principalmente por meio do contato direto com lesões na pele, secreções respiratórias, saliva ou objetos contaminados, como toalhas e roupas de cama. Os principais sintomas incluem:
- Febre e dor de cabeça;
- Dores musculares e fraqueza;
- Aumento dos linfonodos (ínguas);
- Erupções cutâneas que evoluem para crostas.
As autoridades recomendam que qualquer pessoa que apresente lesões suspeitas ou sintomas compatíveis procure imediatamente uma unidade básica de saúde e mantenha o isolamento até a avaliação médica. Durante o período de recuperação, que pode durar de duas a quatro semanas, é fundamental evitar o contato íntimo e o compartilhamento de objetos pessoais para interromper a cadeia de transmissão.

































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