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MPRJ prende “Playboy”, liderança da milícia que aterroriza a Praça Seca

MPRJ prende “Playboy”, liderança da milícia que aterroriza a Praça Seca

​Em uma investida estratégica contra o crime organizado na Zona Oeste, a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) capturou, na manhã desta terça-feira (10/02), Diego Luccas Pereira. Conhecido pelos vulgos “Teco” ou “Playboy”, o criminoso é apontado como uma das figuras de proa na hierarquia da milícia que domina o complexo de comunidades da Praça Seca.

​A prisão preventiva é fruto de uma investigação minuciosa que detalha a estrutura de poder e a violência empregada pelo grupo para manter o controle territorial e a exploração de serviços básicos na região.

​O perfil do alvo e a atuação criminosa

​Diego Luccas Pereira não era apenas mais um integrante, mas um dos líderes operacionais da organização. De acordo com a denúncia do MPRJ, sua atuação era direta na coordenação de ações armadas e na gestão do “negócio” ilícito que asfixia os moradores da Zona Oeste.

​As investigações apontam que a milícia liderada por “Playboy” mantém o controle através de:

  • Extorsão de comerciantes: Cobrança de “taxas de segurança” obrigatórias.
  • Monopólio de serviços: Venda ilegal de gás, água e internet (o chamado “gatonet”).
  • Violência letal: Participação em confrontos contra facções rivais para a expansão de domínio territorial, transformando a Praça Seca em um dos pontos mais instáveis do Rio de Janeiro nos últimos anos.

​O impacto na segurança pública

​A prisão de “Teco” representa um golpe significativo na logística do grupo. A Praça Seca tem sido palco de uma guerra sangrenta entre milicianos e traficantes, e a retirada de uma liderança desse porte visa desarticular a cadeia de comando e reduzir o poder de fogo da organização na região.

​”A ação da CSI/MPRJ reforça o compromisso de desmantelar as estruturas financeiras e de liderança das milícias, que hoje representam um dos maiores desafios para a paz social no estado”, afirma a nota técnica baseada na operação.

​Contexto atual do combate às milícias (2026)

​A operação desta terça-feira ocorre em um momento de pressão sobre os grupos paramilitares. Com o uso crescente de tecnologia e monitoramento de dados financeiros, o Ministério Público tem focado menos no confronto direto e mais no sufocamento dos ativos desses criminosos. A captura de “Playboy” é vista como um passo essencial para coletar novas informações que possam levar a outros escalões da “cúpula” da Zona Oeste.

Próximos passos: O preso será encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça para responder pelos crimes de organização criminosa e extorsão.

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