Polícia Civil do RS abre inquérito para investigar Eduardo Bueno, o Peninha, por falas sobre voto de evangélicos
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul instaurou um inquérito oficial para investigar o historiador e jornalista Eduardo Bueno, conhecido popularmente como Peninha. A medida ocorre após a repercussão de declarações dadas pelo comunicador em seu canal no YouTube, nas quais ele defendeu que evangélicos deveriam ser proibidos de votar.
O foco da investigação
O inquérito busca apurar se houve a prática de intolerância religiosa e incitação ao preconceito. Em vídeo veiculado recentemente, Peninha criticou duramente a participação política do segmento religioso, afirmando que “evangélicos elegem uma escumalha perigosa e violenta” e sugerindo a suspensão do direito ao voto para esse grupo.
Repercussão e desdobramentos jurídicos
A investigação não é a única frente de pressão contra o historiador. Parlamentares e lideranças religiosas já se manifestaram:
- Ação na Justiça: O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) e outros políticos acionaram órgãos de controle sob a acusação de discurso de ódio.
- Danos Morais: Além do inquérito policial, há pedidos para que o Ministério Público avalie uma Ação Civil Pública por danos morais coletivos contra a comunidade evangélica.
Histórico recente de polêmicas
A nova investigação surge em um momento delicado para a imagem de Eduardo Bueno. Em setembro de 2025, o historiador já havia enfrentado um forte movimento de “cancelamento” e perdas de contratos após zombar da morte do ativista conservador americano Charlie Kirk. Na ocasião, o episódio resultou em:
- Cancelamento de eventos: A PUC-RS suspendeu a participação do autor em palestras.
- Afastamento institucional: O Senado Federal o retirou de seu Conselho Editorial.
- Fim de projetos: O podcast “Nós na História” foi encerrado pelos organizadores devido à repercussão negativa.

































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