POLÍCIA desarticula núcleo político do Comando Vermelho no Amazonas com prisões de servidores e acesso aos Três Poderes
A Polícia Federal e o Ministério Público deflagraram, nesta sexta-feira (20 de fevereiro de 2026), uma operação de larga escala para desmantelar o braço institucional da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no Amazonas. A investigação revela um cenário alarmante: a organização criminosa não apenas operava o tráfico de drogas, mas possuía um “núcleo político” infiltrado com acesso direto a estruturas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no estado.
Detalhes da ofensiva e prisões
A operação, que é um desdobramento de investigações sobre lavagem de dinheiro e corrupção, resultou na prisão de figuras estratégicas. Entre os alvos confirmados hoje, destaca-se a prisão de uma servidora da Prefeitura de Manaus, suspeita de atuar como ponte entre a facção e a administração pública.
As autoridades apontam que esse grupo utilizava servidores públicos e agentes políticos para:
- Obtenção de informações sigilosas: Vazamento de operações policiais e dados de inteligência.
- Blindagem jurídica: Tentativas de interferência em processos judiciais para beneficiar lideranças presas.
- Ocultação de patrimônio: Uso de empresas de fachada e acesso a órgãos de licenciamento para lavar o dinheiro do tráfico.
O esquema de lavagem e conexões internacionais
A investigação atual conecta-se à Operação Xeque-Mate, que já havia identificado o bloqueio de mais de R$ 122 milhões em bens da facção. O grupo utilizava fintechs e criptoativos para enviar recursos ao exterior, especialmente para a Colômbia, como pagamento a fornecedores de entorpecentes.
”O grupo possuía um núcleo político com acesso a estruturas profundas do estado, o que garantia impunidade e uma logística financeira sofisticada”, afirmou a autoridade policial em coletiva.
Panorama da segurança no Amazonas
O avanço do Comando Vermelho no Norte tem sido monitorado de perto. Estima-se que a facção já controle as rotas de tráfico em mais de 130 municípios da Amazônia Legal, utilizando a região não apenas como corredor de exportação, mas como reduto político para lavagem de capitais.
A operação de hoje marca um passo crucial na tentativa do Estado de retomar a soberania sobre as instituições, que, segundo as provas colhidas, vinham sendo corroídas pela influência financeira do narcotráfico.

































Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.