Polícia Federal e Andrei Rodrigues sufocam o crime organizado com apreensão recorde de R$ 9,5 bilhões em 2025
BRASÍLIA – A Polícia Federal (PF) encerrou o ano de 2025 com um balanço histórico no combate às estruturas financeiras das facções criminosas. Sob a gestão do diretor-geral Andrei Rodrigues, a corporação efetuou a apreensão de ao menos R$ 9,5 bilhões em bens e ativos, um salto significativo em relação aos R$ 6,5 bilhões registrados em 2024 e aos R$ 3 bilhões de 2023.
O montante bilionário retirado das mãos de criminosos inclui uma vasta lista de patrimônio: imóveis de luxo, veículos, aeronaves, embarcações, joias e vultosas quantias em dinheiro vivo. A estratégia da atual gestão foca na “descapitalização” — o sufocamento econômico — como forma mais eficaz de enfraquecer o poder de influência e a capacidade operacional das grandes quadrilhas que atuam no Brasil e no exterior.
Operações de destaque e prejuízo às facções
Entre os destaques do ano, as operações Quasar, Tank e Carbono Oculto, deflagradas em agosto de 2025, foram fundamentais para atingir essa marca. As ações miraram esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis, envolvendo até o uso de fintechs e fundos de investimento para ocultar patrimônio ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Apenas nessa ofensiva, movimentações ilícitas bilionárias foram desarticuladas, revelando a infiltração do crime na economia formal.
Raio-X da produtividade em 2025
Além do impacto financeiro, o balanço anual da PF detalhou outros números da repressão à criminalidade:
- Apreensões de drogas: Cerca de 73,1 toneladas de cocaína e mais de 721 toneladas de maconha foram retiradas de circulação (além de 562 toneladas erradicadas).
- Prisões: A corporação efetuou quase 26 mil prisões ao longo do ano.
- Combate a crimes ambientais: Houve uma redução de aproximadamente 11% no desmatamento tanto na Amazônia Legal quanto no Cerrado, fruto de operações intensivas e da inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI) da Amazônia.
- Investigações: Foram instaurados 44.091 novos inquéritos, com um índice de solução de casos batendo a marca de 85,25%.
O foco no poder econômico
Para o diretor-geral Andrei Rodrigues, os resultados refletem um esforço integrado e o uso crescente de tecnologia. “Estamos vindo em uma crescente neste grande esforço para tirar poder do crime organizado, enfrentando seu poder econômico”, afirmou Rodrigues durante a apresentação dos dados.
A corporação contou com um orçamento discricionário de R$ 1,93 bilhão em 2025, com investimentos pesados em Tecnologia da Informação (cerca de R$ 749 milhões), o que permitiu rastrear transações financeiras complexas que anteriormente passavam despercebidas pelo radar das autoridades.
Com a consolidação dessas estratégias, a Polícia Federal projeta para 2026 uma intensificação ainda maior nas ações de inteligência financeira e na cooperação internacional para captura de foragidos e recuperação de ativos desviados para o exterior.

































Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.