Polícia Federal e Marinha Francesa apreendem 1,3 tonelada de cocaína e prendem brasileiros em alto-mar
Uma ação conjunta de inteligência internacional resultou na interceptação de uma embarcação brasileira carregada com 1,3 tonelada de cocaína no Oceano Atlântico. A operação, detalhada nesta semana pelas autoridades, contou com a participação estratégica da Polícia Federal (PF) do Brasil, da Marinha Nacional da França e de agências de combate ao crime organizado do Reino Unido e dos Estados Unidos.
A interceptação e o prejuízo ao tráfico
A apreensão ocorreu no dia 1º de fevereiro de 2026, em uma área marítima externa à costa brasileira. A carga ilícita, avaliada em aproximadamente 41 milhões de euros (cerca de R$ 253 milhões), estava sendo transportada em uma embarcação de pesca. A abordagem foi executada por uma fragata da Marinha francesa, que contou com dados de inteligência fornecidos pela PF brasileira sobre rotas marítimas, padrões de navegação e logística criminosa.
Além da França e do Brasil, colaboraram na ofensiva a agência britânica National Crime Agency (NCA) e a Drug Enforcement Administration (DEA), dos Estados Unidos. O sucesso da missão reforça a importância da cooperação transnacional para asfixiar as rotas de escoamento de drogas que utilizam o Atlântico como ponte para o continente europeu.
Prisões e desdobramentos no Ceará
Três tripulantes brasileiros que estavam a bordo foram detidos em flagrante. Após a captura em alto-mar, eles foram conduzidos pela Marinha francesa e entregues às autoridades brasileiras no Porto de Mucuripe, em Fortaleza, no último dia 5 de fevereiro.
Os suspeitos foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará, onde foram realizados os procedimentos de Polícia Judiciária. Os detidos devem responder pelo crime de tráfico internacional de drogas e permanecem à disposição da Justiça.
Monitoramento constante
De acordo com notas emitidas pelos órgãos envolvidos, o resultado desta operação evidencia a vigilância permanente sobre a “Amazônia Azul” e as águas internacionais adjacentes. Em 2025, a Polícia Federal já havia registrado um recorde de apreensões de ativos do crime organizado, somando mais de R$ 9,5 bilhões, e o início de 2026 mantém o ritmo de repressão ao tráfico transnacional com grandes apreensões como esta de 1,3 tonelada.

































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