RATINHO E RATINHO JUNIOR: Resort da família no Paraná altera projeto após polêmica ambiental e decisão judicial
O empreendimento Tayayá Porto Rico Residence & Resort, que tem entre seus principais investidores o apresentador Carlos Roberto Massa (Ratinho) e o governador do Paraná, Ratinho Junior, oficializou uma reformulação completa em sua planta estrutural. A decisão ocorre após uma longa disputa jurídica que colocou o projeto sob a mira do Ministério Público Federal (MPF) e de órgãos de controle ambiental.
O foco do conflito centralizou-se na ocupação de Áreas de Preservação Permanente (APP) às margens do Rio Paraná. Inicialmente, o projeto previa construções em zonas protegidas pelo Código Florestal, o que levou o MPF a questionar o licenciamento simplificado emitido pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado ao governo estadual gerido pelo próprio Ratinho Junior.
Conciliação e novos termos
Para evitar a paralisação definitiva das obras e sanar as irregularidades apontadas, os empreendedores firmaram um acordo judicial. O novo desenho do resort recua as estruturas físicas, garantindo o distanciamento necessário da margem do rio e o cumprimento das normas federais de proteção à vegetação nativa.
A participação direta e indireta da família Massa no negócio gerou críticas de oposição e de entidades ambientais, que alegaram potencial conflito de interesses no licenciamento concedido por uma autarquia estadual a um projeto ligado ao governador. A defesa do grupo, no entanto, reitera que todas as adequações foram feitas conforme as exigências legais e que o empreendimento é fundamental para o desenvolvimento turístico e econômico da região noroeste do estado.
Impacto para investidores e novos fatos
A alteração no projeto original não passou sem custos. Em fevereiro de 2026, surgiram novos processos movidos por compradores de cotas do resort que se sentiram lesados pela mudança na planta. Como o projeto perdeu as estruturas de lazer que ficariam “dentro” da área verde e próximas à água, investidores alegam que o valor de mercado das unidades foi impactado, gerando uma onda de pedidos de rescisão contratual.
Enquanto isso, o governo do Paraná mantém a postura de que o acordo homologado pela Justiça Federal demonstra a transparência do processo e a disposição do empreendimento em se adequar às normas vigentes, encerrando o impasse que durava desde 2022.

































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