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Saída de Sergio Moro da disputa ao governo do Paraná beneficiaria Alexandre Curi e Guto Silva

Saída de Sergio Moro da disputa ao governo do Paraná beneficiaria Alexandre Curi e Guto Silva

​A movimentação nos bastidores da capital paranaense indica uma mudança significativa no tabuleiro eleitoral para 2026. A possível desidratação da candidatura do senador Sergio Moro (União Brasil) ao Palácio Iguaçu tem alimentado as expectativas do grupo político ligado ao atual governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD). Caso Moro não consolide sua indicação pela federação entre União Brasil e Progressistas, o duelo pelas urnas deve se concentrar entre dois nomes de peso da base governista: o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi, e o secretário das Cidades, Guto Silva.

​O impasse na federação e o “fator Moro”

​A pré-candidatura de Sergio Moro, embora lidere as pesquisas de intenção de voto em diversos cenários, enfrenta uma crise interna na recém-formada federação “União Progressista”. Recentemente, o diretório estadual do Progressistas (PP), sob influência de Ricardo Barros, manifestou rejeição ao nome do ex-juiz, criando um impasse jurídico e político. Como as federações exigem candidaturas unificadas, a falta de consenso pode forçar Moro a buscar outra alternativa ou até mesmo desistir do pleito estadual.

​Essa incerteza já provoca efeitos práticos: prefeitos que antes orbitavam o PP têm migrado para o PSD, temendo ficar sem um palanque alinhado ao governo estadual.

​A disputa interna no PSD

​Com o recuo estratégico de Moro, a atenção se volta totalmente para a sucessão de Ratinho Junior. O governador, que goza de altos índices de aprovação, ainda não oficializou seu “escolhido”, mas Guto Silva e Alexandre Curi já aceleram suas movimentações:

  • Guto Silva (PSD): Atual secretário das Cidades, Silva confirmou que deve deixar o cargo em abril para se dedicar integralmente à pré-candidatura. Ele se apresenta como o nome da “continuidade técnica” e da confiança direta do governador.
  • Alexandre Curi (PSD): O presidente da Alep detém uma das maiores capilaridades políticas do estado. Curi tem dialogado intensamente com lideranças municipais e conta com o apoio de uma ampla base de deputados, posicionando-se como um articulador nato para manter a união do grupo.

​Cenário de indefinição

​Se a saída de Moro for confirmada, o desafio de Ratinho Junior será evitar uma ruptura em sua base aliada. Enquanto o União Brasil de Antonio Rueda insiste na manutenção de Moro, o Progressistas de Ricardo Barros sinaliza que não abrirá mão de participar da decisão sucessória.

​A expectativa é que o anúncio oficial sobre quem encabeçará a chapa governista ocorra após o período de desincompatibilização, em abril, definindo se o Paraná terá um embate direto entre os dois principais “pupilos” do PSD ou se haverá uma composição de última hora para evitar o confronto nas urnas.

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