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TRUMP ACUSA SUPREMA Corte de influência estrangeira e assina nova tarifa global de 10%

TRUMP ACUSA SUPREMA Corte de influência estrangeira e assina nova tarifa global de 10%

Em uma escalada de tensão entre os Poderes em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou uma coletiva de imprensa na Casa Branca nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, para disparar ataques severos contra a Suprema Corte. O mandatário acusou o tribunal de ser influenciado por “interesses estrangeiros” e “movimentos políticos antipatriotas” após a Corte decidir, por 6 votos a 3, que o amplo pacote tarifário imposto unilateralmente pelo governo era ilegal.

​A decisão do tribunal concluiu que Trump extrapolou sua autoridade ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para criar impostos de importação, uma prerrogativa que, segundo a maioria dos juízes, pertence ao Congresso. Visivelmente irritado, Trump classificou a decisão como “ridícula” e “uma vergonha para a nação”. Ele direcionou críticas específicas aos juízes conservadores que ajudou a nomear, como Amy Coney Barrett e Neil Gorsuch, que votaram contra o governo, chamando-os de “frouxos” e sugerindo que foram intimidados por pressões externas.

A resposta imediata: a nova taxa de 10%

​Apesar da derrota judicial, o presidente deixou claro que não pretende recuar em sua agenda protecionista. Poucas horas após o veredito, Trump anunciou a assinatura de uma nova ordem executiva, desta vez invocando a Seção 122 do Ato de Comércio de 1974. A medida institui uma tarifa global de 10% sobre todos os produtos importados, de todos os países, que deve entrar em vigor já na próxima terça-feira, 24 de fevereiro.

​Esta nova taxa terá validade inicial de 150 dias e se somará às tarifas que não foram afetadas pela decisão da Corte — como as sobre aço e alumínio (Seção 232) e as taxas contra a China (Seção 301), que permanecem em vigor por estarem fundamentadas em outras bases legais.

Impacto global e no Brasil

​A nova ofensiva tarifária de Trump gera um clima de incerteza nos mercados internacionais. No Brasil, o governo e entidades industriais como a CNI monitoram a situação de perto. Antes da nova taxa global ser anunciada, a decisão da Suprema Corte havia sido vista como um alívio momentâneo para as exportações brasileiras, que enfrentavam sobretaxas de até 40% em certos itens.

​Especialistas alertam que o uso da Seção 122 também poderá ser questionado judicialmente no futuro, mas, por ora, a estratégia de Trump é manter a pressão comercial enquanto acusa seus opositores domésticos de trabalharem para interesses de nações estrangeiras. Ao ser questionado sobre provas da suposta influência na Corte, o presidente limitou-se a dizer: “Vocês vão descobrir”.

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