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TRUMP define prazo de dez dias para decidir sobre ataque militar ao Irã enquanto Israel entra em alerta máximo

TRUMP define prazo de dez dias para decidir sobre ataque militar ao Irã enquanto Israel entra em alerta máximo

GENEBRA/WASHINGTON – O cenário geopolítico no Oriente Médio atingiu seu ponto mais crítico nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou formalmente que tomará uma decisão definitiva sobre uma possível ofensiva militar contra o Irã em cerca de dez dias. A afirmação ocorre em meio ao maior deslocamento de poder aéreo americano na região desde a Invasão do Iraque em 2003, sinalizando que a paciência diplomática de Washington com o programa nuclear de Teerã está próxima do esgotamento.

​Pressão militar e cerco estratégico

​Nos últimos dias, o Pentágono reforçou drasticamente a presença militar no Golfo Pérsico. O envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln e do USS Gerald R. Ford, acompanhados de esquadrões de caças furtivos F-22 Raptor e bombardeiros, visa oferecer ao governo Trump a capacidade de sustentar uma campanha aérea prolongada por semanas.

​Essa mobilização é vista como uma evolução estratégica em relação à operação “Midnight Hammer” de junho de 2025, quando forças americanas e israelenses realizaram ataques pontuais e precisos contra centrais nucleares iranianas. Desta vez, fontes militares sugerem que o objetivo pode incluir uma “mudança de regime”, hipótese que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, classificou como uma tentativa fadada ao fracasso.

​Negociações em xeque e o fator Israel

​Enquanto as delegações de Washington e Teerã mantêm diálogos indiretos em Genebra, mediadas por Omã, o impasse permanece em torno do enriquecimento de urânio. Os EUA exigem “enriquecimento zero”, enquanto o Irã já acumula urânio a 60% de pureza — nível tecnicamente próximo ao necessário para ogivas nucleares.

​Em resposta à movimentação americana, o governo de Benjamin Netanyahu colocou Israel em “alerta máximo”. O gabinete de segurança israelense monitora não apenas a fronteira iraniana, mas também as possíveis reações de grupos aliados de Teerã, como o Hezbollah no Líbano e os Houthis no Iêmen, que podem abrir novas frentes de combate caso o conflito escale.

​O Estreito de Ormuz e a economia global

​Como forma de retaliação e demonstração de força, o Irã anunciou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz para exercícios navais realizados em conjunto com a Rússia e a China. O bloqueio temporário do canal, por onde passa 20% do petróleo mundial, já causou reflexos imediatos no mercado financeiro, elevando o preço do barril de petróleo e gerando apreensão em economias ocidentais.

​Próximos passos

​O Secretário de Estado, Marco Rubio, deve desembarcar em Israel no final de fevereiro para alinhar os detalhes da cooperação militar. Até lá, o mundo aguarda o encerramento do prazo de dez dias estipulado por Trump. Se as negociações em Genebra não produzirem uma “proposta escrita” satisfatória para a Casa Branca, o Oriente Médio poderá enfrentar o início de uma guerra de proporções imprevisíveis.

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