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Caminhoneiros e Abrava articulam paralisação nacional após alta do diesel

Caminhoneiros e Abrava articulam paralisação nacional após alta do diesel

​A mobilização de caminhoneiros em todo o Brasil ganhou força nesta semana, após uma assembleia decisiva realizada na segunda-feira (16) no Porto de Santos (SP). Lideranças da categoria, encabeçadas pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), discutem a deflagração de uma greve nacional que pode ter início oficial nesta quinta-feira, 19 de março de 2026.

​O principal combustível do descontentamento é a escalada recente nos preços do diesel. Segundo Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, presidente da Abrava, a categoria atingiu um limite operacional onde “a conta não fecha”. Os motoristas relatam variações abusivas nos postos e a falta de repasse dos custos para o valor do frete, o que tem inviabilizado o trabalho de autônomos e pequenas transportadoras.

​O que se sabe até agora sobre o movimento:

  • Início da paralisação: Embora grupos independentes em Santa Catarina e outras regiões já tenham iniciado mobilizações pontuais nesta quarta-feira (18), a orientação oficial da Abrava aponta para uma adesão em massa a partir de amanhã, quinta-feira (19).
  • Forma de protesto: Diferente de 2018, a estratégia atual foca na “paralisação voluntária”. A recomendação das lideranças é para que os caminhoneiros fiquem em casa ou parem em postos de combustíveis, evitando o bloqueio de rodovias para fugir de multas pesadas aplicadas pela Justiça.
  • Abrangência: Lideranças afirmam que cerca de 95% do setor é favorável ao movimento. Além de Santos, portos como o de Itajaí (SC) já confirmaram adesão.
  • Reivindicações: A pauta inclui a fiscalização rigorosa das distribuidoras de combustível, a revisão da política de preços da Petrobras (pressionada pelo petróleo próximo aos US$ 100 no mercado internacional), a isenção de pedágio para eixos suspensos e a atualização da tabela mínima de frete.

​Reação do governo e mercado

​O governo federal, através da Casa Civil, mantém canais de diálogo abertos na tentativa de frear o movimento antes que o abastecimento nacional seja comprometido. No entanto, o anúncio da mobilização já provocou instabilidade no mercado financeiro e preocupação entre governadores, que resistem a novos cortes no ICMS do diesel para não comprometer as contas estaduais.

​Até o momento, o Palácio do Planalto não anunciou medidas concretas que tenham satisfeito a categoria, o que mantém o alerta de greve em nível máximo para as próximas 24 horas.

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