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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria forjado documento para espionar ex-namorada na Meta, aponta PF

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria forjado documento para espionar ex-namorada na Meta, aponta PF

​A Polícia Federal (PF) revelou detalhes alarmantes em torno da terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta semana. Segundo as investigações, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria utilizado um documento falso em nome de uma promotora de Justiça para ludibriar a empresa Meta (proprietária do Instagram) e obter dados sigilosos de sua ex-namorada, a modelo e blogueira Martha Graeff.

​O caso, que agora integra um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro André Mendonça, aponta que Vorcaro teria forjado um ofício judicial para acessar a geolocalização e as mensagens privadas de Graeff. O objetivo seria monitorar os passos da influenciadora após o término do relacionamento.

​Operação Compliance Zero e o grupo “A Turma”

​A investigação da PF descreve a existência de uma estrutura clandestina apelidada de “A Turma”, que funcionaria como uma espécie de “milícia privada” a serviço de Vorcaro. Além da espionagem doméstica contra a ex-companheira, o grupo é acusado de:

  • Acesso indevido a sistemas sensíveis: O grupo teria infiltrado servidores no Banco Central e obtido credenciais para acessar bancos de dados da própria Polícia Federal, do Ministério Público, da Interpol e até do FBI.
  • Coerção de jornalistas e críticos: Mensagens interceptadas mostram Vorcaro ordenando agressões físicas a jornalistas. Em um dos diálogos, o banqueiro afirma querer “quebrar todos os dentes” de um profissional de imprensa.
  • Monitoramento de autoridades: A organização teria vigiado autoridades e adversários comerciais para antecipar decisões judiciais e obstruir investigações.

​Prisão e desdobramentos recentes

​Na última quarta-feira (4 de março), Daniel Vorcaro foi preso preventivamente por ordem do STF. No entanto, a defesa do banqueiro conseguiu converter a medida em prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica, alegando falta de acesso prévio aos autos.

​Nesta quinta-feira (5), novas atualizações indicaram que a PF encontrou mensagens no celular de Vorcaro em que ele relatava à própria Martha Graeff estar “sofrendo uma extorsão” em Brasília, sugerindo o uso de influências políticas para tentar barrar o avanço das apurações contra o Banco Master. O senador Ciro Nogueira e o ex-presidente Jair Bolsonaro foram mencionados nas conversas, embora a PF ainda apure a extensão dessas relações.

​Outro fato relevante das últimas 24 horas foi a internação em estado gravíssimo de um homem conhecido como “Sicário”, apontado como o braço armado de Vorcaro e responsável pela execução das ameaças físicas contra os alvos do banqueiro. A polícia investiga uma tentativa de suicídio ocorrida após a deflagração da operação.

​O que diz a defesa

​Em nota, os advogados de Daniel Vorcaro afirmam que ele sempre esteve à disposição da Justiça e que as acusações de falsificação e espionagem carecem de provas robustas. A defesa sustenta que a prisão é desnecessária e que o empresário provará sua inocência ao longo do processo.

​O Banco Master, que teve falência decretada em novembro de 2025 em meio a fraudes estimadas em R$ 17 bilhões, segue sob intervenção, enquanto o bloqueio de bens do grupo já ultrapassa os R$ 22 bilhões.

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