Flávio Bolsonaro convida Alvaro Dias para o governo do Paraná e Moro define futuro em Brasília
O cenário político no Paraná e no Brasil sofreu uma forte movimentação nesta quarta-feira (18). Em uma articulação estratégica para as eleições de 2026, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), formalizou o convite ao ex-senador Alvaro Dias (MDB-PR) para que ele dispute o governo do Paraná sob a bandeira do Partido Liberal. A proposta visa consolidar um palanque forte para a ala bolsonarista no estado, aproveitando o capital político de Dias, que lidera as intenções de voto para o Senado em pesquisas recentes.
Ao mesmo tempo, em Brasília, o senador Sergio Moro (União-PR) cumpre uma agenda decisiva. O ex-juiz da Lava Jato participa de reuniões com a cúpula do PL para discutir uma possível filiação à legenda. A movimentação ocorre em um momento de indefinição dentro do União Brasil, onde Moro enfrenta resistências internas, especialmente da ala ligada ao deputado Ricardo Barros (PP), que compõe a federação com seu atual partido.
Os detalhes da articulação
- O fator Alvaro Dias: O convite de Flávio Bolsonaro a Alvaro Dias é visto como uma tentativa de isolar o grupo do atual governador Ratinho Júnior (PSD), caso este decida manter uma candidatura presidencial própria em vez de compor como vice na chapa da direita. Dias, embora atualmente no MDB, tem mantido conversas próximas com o PL para viabilizar sua volta ao Executivo ou ao Legislativo.
- Moro e o PL: A possível entrada de Moro no PL representaria uma reconciliação simbólica e estratégica. O senador lidera as pesquisas para o governo do Paraná em todos os cenários simulados pelo instituto Paraná Pesquisas em março de 2026, chegando a atingir 47% das intenções de voto. Para o PL, ter Moro ou Dias na disputa estadual garante que o partido tenha o protagonismo no quarto maior colégio eleitoral do país.
- Aprovação de Ratinho Jr: Um elemento que complica o tabuleiro é a popularidade do atual governador. Com mais de 80% de aprovação, o apoio de Ratinho Júnior é o “fiel da balança”. O PL pressiona por uma definição: ou o PSD caminha junto com Flávio Bolsonaro, ou o partido lançará um nome próprio de peso — lugar que Moro ou Dias podem ocupar.
O desfecho das reuniões desta tarde em Brasília deve selar o destino de Sergio Moro e, consequentemente, reorganizar as alianças no Paraná, definindo se os antigos aliados da era Lava Jato estarão no mesmo barco ou em lados opostos na urna.

































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