Israel inicia operação terrestre no Líbano contra o Hezbollah em meio à escalada com o Irã
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram oficialmente, nesta segunda-feira (16), o início de uma incursão terrestre “limitada e direcionada” no sul do Líbano. A operação tem como alvo principal a infraestrutura militar do Hezbollah e ocorre em um momento crítico, onde as tensões entre Israel, Irã e Estados Unidos atingem níveis sem precedentes na região.
De acordo com o comunicado militar, a ofensiva conta com o apoio da 91ª Divisão das FDI e visa estabelecer uma “linha de defesa avançada” para proteger as comunidades do norte de Israel. O exército israelense divulgou vídeos que mostram tropas e veículos blindados operando em solo libanês, descrevendo a missão como um esforço para desmantelar arsenais e posições de elite do grupo xiita, especificamente da unidade Radwan.
O contexto da guerra regional
O conflito, que já entra em sua terceira semana, expandiu-se drasticamente desde o final de fevereiro, após bombardeios coordenados entre Washington e Israel contra o território iraniano.
- Irã: Após a morte do líder supremo Ali Khamenei em ataques recentes, o país — agora sob a influência de seu filho e sucessor Mojtaba Khamenei — descarta qualquer cessar-fogo imediato. Nesta segunda-feira, explosões foram ouvidas em Teerã, e o governo iraniano mantém o fechamento estratégico do Estreito de Ormuz para navios “inimigos”.
- Líbano: O país foi arrastado diretamente para o centro do combate em 2 de março, quando o Hezbollah lançou ataques em retaliação à morte de líderes iranianos. Desde então, bombardeios israelenses em Beirute e no sul do Líbano já deixaram mais de 850 mortos, incluindo civis.
- Estados Unidos: Sob a gestão de Donald Trump, o governo americano pressiona potências mundiais para a reabertura do Estreito de Ormuz e prevê que o conflito principal possa durar de três a seis semanas, embora os impactos econômicos já sejam sentidos com o petróleo Brent superando a marca de US$ 105.
Impactos imediatos
A invasão terrestre, embora classificada como “limitada”, é vista por analistas internacionais como um passo perigoso que pode consolidar uma ocupação prolongada ou uma “zona-tampão”. Enquanto Israel foca em neutralizar o Hezbollah na fronteira, o Hezbollah respondeu nesta segunda-feira com ataques de foguetes contra as Colinas de Golã e posições militares israelenses.
Nações vizinhas, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, permanecem em alerta máximo, tendo interceptado mísseis e drones nas últimas horas, evidenciando que a guerra não se restringe apenas às fronteiras imediatas de Israel.
📷: REUTERS/Amir Cohen

































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