Lagoinha Belvedere desativa redes sociais e levanta suspeita de fechamento após prisão de Fabiano Zettel e Daniel Vorcaro
A Igreja Batista da Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, surpreendeu fiéis e moradores da região ao desativar todos os seus perfis oficiais nas redes sociais nesta semana. A medida drástica ocorre em meio ao acirramento da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o Banco Master.
No centro do escândalo está o ex-pastor da unidade e advogado Fabiano Zettel, que teve sua prisão preventiva decretada novamente em 4 de março de 2026. Zettel é cunhado e apontado como braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também preso na mesma fase da operação.
Conexões sob Investigação
As investigações da PF e os desdobramentos na CPMI do INSS no Congresso Nacional indicam que a relação entre a instituição religiosa e os negócios da família Vorcaro vai além da espiritualidade:
- Operador Financeiro: A PF aponta Zettel como o suposto operador financeiro do esquema, responsável por gerenciar fluxos de capital e, inclusive, financiar um grupo de monitoramento e intimidação de adversários e jornalistas, apelidado de “A Turma”.
- Vínculos Imobiliários: O luxuoso templo da Lagoinha Belvedere, com cerca de 16 mil m², foi construído sob a responsabilidade de Zettel e inaugurado em 2024, pouco antes do avanço das investigações.
- Pressão Política: Fabiano Zettel ganhou notoriedade como o maior doador individual da campanha de Jair Bolsonaro em 2022, além de contribuições vultosas para Tarcísio de Freitas. Sua influência agora é alvo de parlamentares que buscam quebras de sigilo bancário e fiscal.

































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