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Operação Indébito da PF e CGU mira deputada Gorete Pereira em fraude bilionária no INSS

Operação Indébito da PF e CGU mira deputada Gorete Pereira em fraude bilionária no INSS

A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta terça-feira, 17 de março de 2026, a Operação Indébito. A ação é um desdobramento direto da “Operação Sem Desconto”, que investiga um sofisticado esquema nacional de descontos associativos não autorizados diretamente nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

​Entre os principais alvos desta fase está a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE). Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a parlamentar passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica e foi alvo de mandados de busca e apreensão.

​Detalhes da ofensiva

​Ao todo, os agentes cumprem 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares, nos estados do Ceará e no Distrito Federal. As investigações apontam que o esquema teria movimentado cifras astronômicas: estima-se que as entidades envolvidas tenham subtraído cerca de R$ 6,3 bilhões de beneficiários entre 2019 e 2024.

​A deputada Gorete Pereira é investigada por sua suposta ligação com associações que firmaram convênios irregulares com o INSS. Segundo a PF, ela teria atuado como procuradora de entidades como a Associação de Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB) e a Associação de Aposentados e Pensionistas Nacional (AAPEN), facilitando acordos fraudulentos e movimentando valores suspeitos que ultrapassam os R$ 240 mil em transações sob análise.

​Crimes investigados

​A Operação Indébito busca consolidar provas sobre uma organização criminosa estruturada para a prática de:

  • Inserção de dados falsos em sistemas oficiais do governo;
  • Estelionato previdenciário contra idosos e vulneráveis;
  • Lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio;
  • Constituição de organização criminosa.

​O caso chegou ao STF devido ao foro privilegiado da parlamentar, que assumiu o mandato na Câmara no início de 2026. Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores dos investigados para tentar ressarcir os prejuízos causados aos segurados.

​Até o fechamento desta matéria, a defesa da deputada Gorete Pereira não havia se manifestado publicamente sobre as acusações. O espaço segue aberto para o posicionamento oficial da parlamentar e dos demais envolvidos.

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