Servidores da Fhemig iniciam greve nesta terça-feira por impasse com governo Zema
O setor da saúde em Minas Gerais enfrenta um novo capítulo de tensão. A partir desta terça-feira (17), os funcionários da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) dão início a um movimento de paralisação por tempo indeterminado. A decisão, tomada em assembleia pela categoria, reflete o esgotamento das tentativas de diálogo com a gestão de Romeu Zema.
Os motivos da paralisação
Os profissionais da saúde alegam que as negociações salariais estão estagnadas há meses. Entre as principais reivindicações, destacam-se:
- Reajuste Salarial: A categoria cobra uma recomposição das perdas inflacionárias que têm corroído o poder de compra nos últimos anos.
- Condições de Trabalho: Relatos de infraestrutura precária em unidades hospitalares e falta de insumos básicos.
- Valorização Profissional: Críticas à ausência de um plano de carreira que acompanhe a complexidade do serviço prestado na rede estadual.
O posicionamento do Governo e da Fhemig
Até o momento, o Governo de Minas Gerais tem mantido o discurso de limitação fiscal, citando a necessidade de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) como barreira para concessão de reajustes significativos. A Fhemig, por sua vez, reforça que o direito à greve é legítimo, mas que medidas de contingenciamento serão tomadas para garantir que atendimentos de urgência e emergência não sejam interrompidos.
”A saúde não pode esperar, mas o profissional que cuida dela também não pode ser invisibilizado pelo Estado”, afirmou um representante sindical durante a última mobilização.
Impacto nos hospitais
Com a greve, a expectativa é de que apenas o contingente mínimo de 30% dos profissionais seja mantido, conforme previsto em lei. Isso deve gerar:
- Atrasos em cirurgias eletivas.
- Demora prolongada em consultas ambulatoriais.
- Sobrecarga nos prontos-socorros das unidades da rede.
Contexto atual: Este movimento ocorre em um momento político sensível, onde o governo estadual busca equilibrar as contas públicas enquanto enfrenta pressão crescente de diversas categorias do funcionalismo, incluindo segurança pública e educação, que observam de perto o desdobramento da greve na saúde.

































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