Vereador de Paiçandu e mais dez pessoas são detidos por suspeita de estelionato em Doutor Camargo
Uma operação do 32º Batalhão da Polícia Militar (BPM) resultou na detenção de onze pessoas na tarde da sexta-feira (26), em uma propriedade rural de Doutor Camargo, região metropolitana de Maringá. Entre os detidos está o vereador de Paiçandu, Wesley Borracheiro (Weslei Natan dos Santos), que atualmente ocupa uma cadeira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal.
O caso e a ação policial
A intervenção ocorreu após o proprietário de uma chácara acionar a polícia ao suspeitar de irregularidades em uma negociação. De acordo com informações preliminares, o grupo estaria envolvido em uma suposta fraude relacionada à venda de itens como madeira e eletrodomésticos.
No momento da abordagem, os detidos alegaram ter realizado pagamentos via PIX, totalizando cerca de R$ 19 mil. O montante teria sido enviado para a conta de um funcionário do vereador, que, segundo as investigações, é menor de idade. Diante das evidências e da falta de clareza nas transações, todos os envolvidos foram encaminhados à sede da 9ª Subdivisão Policial (SDP) de Maringá para prestar esclarecimentos.
Manifestações oficiais
O caso gerou repercussão imediata na política local, levando órgãos e defesas a emitirem notas oficiais:
- Câmara Municipal de Paiçandu: O presidente da Casa, Michael Brustulin, informou que recebeu a notícia com surpresa e que o Legislativo aguardará a conclusão das investigações para tomar qualquer medida administrativa. Ressaltou, ainda, a confiança nas instituições judiciais.
- Defesa de Wesley Borracheiro: O advogado Marcelo Ortiz afirmou que o parlamentar está colaborando de forma transparente com as autoridades. A defesa sustenta a inocência do vereador, alegando que ele agiu dentro da legalidade e que os fatos serão devidamente esclarecidos durante o processo.
Próximos passos
Até o momento, a Polícia Civil trabalha para identificar a participação individual de cada um dos onze detidos e verificar se o esquema configura associação criminosa e estelionato qualificado.







