A preocupação com o avanço da tecnologia e o impacto no mercado de trabalho ganhou um novo capítulo no Brasil. Segundo dados de uma pesquisa recente do instituto Datafolha, o temor dos profissionais brasileiros de perderem seus postos de trabalho para ferramentas de inteligência artificial (IA) registrou uma queda significativa.
O levantamento indica que, embora a automação e a chegada de novos softwares integrados à rotina corporativa continuem no centro dos debates econômicos, o trabalhador médio passou a enxergar a tecnologia de forma mais pragmática. Em vez de uma ameaça direta de demissão, a IA tem sido progressivamente percebida como um suporte para otimizar tarefas repetitivas, abrindo espaço para funções que exigem maior capacidade analítica e criativa.
Mudança de percepção e o cenário atual
Especialistas em mercado de trabalho apontam que esse recuo no medo reflete uma maior familiaridade com as ferramentas digitais no dia a dia das empresas. Nos últimos meses, o uso corporativo de plataformas generativas e automações deixou de ser uma exclusividade do setor de tecnologia e passou a integrar a rotina de escritórios, comércios e indústrias tradicionais.
“O trabalhador começa a notar que a inteligência artificial funciona melhor como um copiloto do que como um substituto definitivo”, apontam analistas do setor de recursos humanos.
O desafio atual, segundo o cenário apontado pela pesquisa, desloca-se do medo da demissão em massa para a necessidade urgente de qualificação profissional. Empresas e órgãos de capacitação têm focado em programas de treinamento para que os funcionários aprendam a operar e programar essas novas tecnologias, garantindo sua relevância em um mercado em constante transformação.
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