O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi transferido neste sábado (4/7) para a Penitenciária Federal de Brasília. O isolamento em uma unidade de segurança máxima ocorre após o político ser alvo de um novo mandado de prisão preventiva expedido pela Polícia Federal (PF), no âmbito da 5ª fase da Operação Unha e Carne.
A transferência do ex-parlamentar de Bangu para a capital federal foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O avanço da investigação apura não apenas o vazamento de informações sigilosas ligadas a ações contra facções criminosas como o Comando Vermelho, mas também as ramificações políticas de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro operado pela nova cúpula do jogo do bicho fluminense.
Novos desdobramentos e conexões políticas
A nova etapa da Operação Unha e Carne, deflagrada na última quinta-feira (2/7), estremeceu os bastidores políticos do Rio de Janeiro. Além da ordem de transferência de Bacellar — cujo mandato de deputado estadual foi cassado e os votos retotalizados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) —, a PF cumpriu outros mandados de prisão de grande repercussão.
Entre os capturados está o pastor e empresário Márcio Poncio, detido pelos agentes federais em um flat na Barra da Tijuca, na Zona Oeste carioca. A operação também mirou Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, apontado pelas investigações como um dos chefes da nova estrutura do jogo do bicho no estado. Contra Adilsinho, que já se encontrava detido desde o início do ano, foi cumprido um novo mandado dentro do próprio sistema prisional.
De acordo com fontes ligadas à investigação, a PF apreendeu planilhas e extensas listas com nomes de outros políticos e agentes públicos que teriam recebido vantagens financeiras e repasses ilegais para financiamento de campanhas eleitorais. Diante do potencial de obstrução e da gravidade das conexões entre o crime organizado e o poder público, o STF determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 22 milhões.
A defesa de Rodrigo Bacellar nega veementemente as acusações. Em nota oficial, os advogados do ex-presidente da Alerj afirmaram que os autos demonstram cabalmente a ausência de qualquer vinculação do político com as fraudes e os fatos apurados pela Polícia Federal, sustentando que ele permanece à disposição da Justiça para provar sua inocência.
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