Incêndio em hotel de Londrina deixa hóspede gravemente ferido e mobiliza equipes de resgate
Um grave incêndio atingiu um hotel na Avenida Santos Dumont, na região do Aeroporto Governador José Richa, na zona leste de Londrina, no Norte do Paraná, na manhã desta segunda-feira (6). O incidente deixou um hóspede em estado grave e mobilizou o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar em uma operação de resgate marcada por momentos de desespero.
O fogo começou por volta das 5h30 em um quarto localizado no segundo andar da edificação. O alarme de incêndio disparou, alertando os funcionários e os cerca de 50 hóspedes que estavam acomodados no estabelecimento. Devido à fumaça densa que se espalhou rapidamente pelos corredores, o pânico tomou conta do local. Alguns hóspedes chegaram a pular pelas janelas e outros improvisaram cordas com lençóis para tentar escapar do prédio pelas paredes externas, embora a maioria dos resgates tenha sido concluída pelas equipes por dentro do edifício.
A vítima mais grave, um homem adulto que ocupava o cômodo onde as chamas se iniciaram, sofreu queimaduras de terceiro grau em várias partes do corpo e lesões nas vias aéreas por causa da inalação de fumaça. Ele foi socorrido pelo Siate e pelo Samu e encaminhado às pressas para o Hospital Universitário (HU) de Londrina. Pelo menos outras dez pessoas precisaram de atendimento médico local devido à inalação de fumaça, incluindo seis policiais militares que atuaram nas primeiras linhas de evacuação e precisaram receber oxigênio.
Ao todo, 11 bombeiros e cinco viaturas trabalharam no combate às chamas, conseguindo confinar o fogo ao quarto de origem, impedindo que se alastrasse para o restante da estrutura. No entanto, o segundo andar do hotel precisou ser interditado devido aos danos causados no corredor, aparelhos de ar-condicionado e fiação elétrica.
A proprietária do hotel, Idê Salim Felício, informou que o estabelecimento continua funcionando nos demais andares e que os hóspedes afetados foram realocados. Ela descartou inicialmente a suspeita de um curto-circuito, levantando a possibilidade de que as chamas tenham sido provocadas de forma acidental ou intencional pelo próprio ocupante do quarto. As causas exatas do incêndio estão sob investigação da Polícia Civil e passarão por perícia técnica da Polícia Científica.
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