Prefeitura de Maringá inicia adequação administrativa no Samu para estancar prejuízo de R$ 15 milhões
A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Governo, oficializou nesta semana uma reestruturação administrativa necessária no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A medida visa corrigir uma irregularidade jurídica que se arrasta desde 2017 e que já custou mais de R$ 15 milhões aos cofres municipais.
O cerne do problema: Regionalização e duplicidade
A questão central envolve a transição do modelo municipal para o Samu Regional (ISAMU – Consórcio Intermunicipal de Urgência e Emergência do Noroeste do Paraná). Desde a consolidação da regionalização, em 2017, a manutenção de cargos criados exclusivamente para o serviço municipal tornou-se juridicamente irregular, uma vez que a competência do serviço foi transferida para o consórcio.
Decisões judiciais recentes reforçaram que o Município não pode manter em sua folha de pagamento servidores para uma estrutura que, legalmente, deixou de existir na esfera exclusivamente local.
Impacto financeiro e transparência
De acordo com os dados da Secretaria de Governo, a demora na correção dessa estrutura gerou um impacto financeiro acumulado expressivo. O valor de R$ 15 milhões refere-se a custos operacionais e de pessoal que deveriam ter sido absorvidos pelo modelo regionalizado há sete anos.
”O que está em curso é uma medida administrativa e legal necessária. É uma correção de rota para atender a apontamentos de órgãos de controle e decisões da Justiça”, afirma a administração municipal.
Atendimento à população não será afetado
Um dos pontos de maior preocupação da comunidade é a continuidade do socorro médico. Tanto a Prefeitura quanto a coordenação do Samu Regional garantem que:
- Continuidade total: As ambulâncias (USB e USA) seguem operando normalmente.
- Gestão de escala: O consórcio já está preparado para assumir integralmente as escalas de trabalho, garantindo que não haja “buracos” no atendimento.
- Combate a Fake News: A gestão municipal alertou para a disseminação de informações falsas que sugerem a paralisação do serviço. A mudança é estritamente administrativa e de vínculo empregatício, e não operacional.
O que acontece agora?
Os servidores que ocupavam esses cargos específicos passarão pelos trâmites legais de desligamento ou realocação, conforme previsto nas decisões judiciais. Enquanto isso, o Consórcio Regional assume a responsabilidade total pela execução do serviço, modelo que já é aplicado na maioria das grandes cidades do Paraná.







