Governo federal e Dario Durigan adiam fim de subsídio à gasolina após conflitos entre EUA e Irã

Brasília — O Ministério da Fazenda confirmou que a decisão sobre o encerramento da subvenção econômica ao combustível foi postergada. A equipe econômica planejava retirar o benefício, mas voltou atrás diante do forte impacto dos recentes bombardeios e tensões no Oriente Médio sobre as cotações internacionais do petróleo.

​O impacto internacional nos preços

​A escalada militar e os novos ataques envolvendo os Estados Unidos e o Irã geraram instabilidade imediata nos mercados globais. Na última quarta-feira, o preço do barril de petróleo do tipo Brent registrou uma alta superior a 5%, voltando a atingir o patamar de US$ 80.

​Para evitar o repasse dessa volatilidade ao consumidor final e um consequente repique inflacionário, o governo brasileiro optou pela cautela.

​Posicionamento oficial da Fazenda

​Em entrevista coletiva e pronunciamentos à imprensa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou que o plano original de encerrar o programa de auxílio ainda nesta semana precisou ser recalibrado.

​“Ontem, o preço do barril do petróleo voltou a subir para US$ 80, então temos que ter cautela para retirar o subsídio. Vou analisar a retirada na próxima semana e, dependendo da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, parcial ou totalmente”, afirmou Durigan.

​Detalhes do subsídio e próximos passos

  • O valor atual: O benefício garante um desconto de R$ 0,44 por litro de gasolina, abrangendo tanto o produto importado quanto o produzido nacionalmente.
  • A proposta de retirada: A equipe econômica avalia adotar um modelo gradual ou total para a suspensão, a depender de como o mercado internacional se comportar nos próximos dias.
  • Mistura de etanol: Paralelamente, o governo mantém em pauta o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, que deve passar de 30% para 32%, com o intuito de impulsionar a participação de biocombustíveis. A medida segue cronograma técnico próprio, independente das decisões sobre os subsídios.

​Uma nova avaliação do cenário internacional está programada para o início da próxima semana, quando novos rumos sobre a precificação dos combustíveis na bomba deverão ser anunciados.


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