Fifa e Infantino estudam ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções em 2030

​A Fifa estuda dar mais um passo em direção ao inchaço de seu principal torneio. O presidente da entidade, Gianni Infantino, revelou que a possibilidade de expandir a Copa do Mundo para 64 seleções a partir da edição de 2030 entrará oficialmente em pauta para discussões detalhadas logo após o encerramento do Mundial de 2026. A declaração do dirigente foi dada a um jornal suíço e confirmada pelo site oficial da federação.

​A mudança representaria um novo salto no formato da competição, que acabou de estrear seu modelo com 48 países na edição de 2026 — um aumento em relação às tradicionais 32 seleções que disputavam o torneio desde 1998. Segundo Infantino, a intenção de incluir mais 16 equipes faz parte de uma estratégia global de inclusão e mercado.

​”Quando você organiza uma Copa do Mundo, organiza para o mundo inteiro. Não apenas para Europa e América do Sul. Se você nega aos países menores a chance de se classificar, também tira deles um importante incentivo para continuar se desenvolvendo”, defendeu o mandatário. Infantino classificou o atual formato de 48 seleções como um “sucesso absoluto”, citando o desempenho de países africanos e o equilíbrio técnico na fase de grupos.

​A proposta de expandir o Mundial para 64 equipes — o que colocaria 25% de todas as federações filiadas à Fifa no torneio — foi originalmente apresentada pelo presidente da Associação Uruguaia de Futebol, Ignacio Alonso, em uma reunião do Conselho da Fifa no ano passado. Uma das principais vantagens políticas e logísticas da mudança seria beneficiar os países sul-americanos em 2030, permitindo que a região receba fases de grupos completas, em vez de apenas partidas isoladas de abertura.

​Apesar do otimismo da cúpula da Fifa e do forte apoio de Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, a ideia enfrenta resistência imediata nos bastidores. O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, e o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, já manifestaram forte oposição aos planos. As confederações europeia e da América do Norte apontam que o calendário internacional consolidado já está no limite, e um novo inchaço provocaria graves gargalos logísticos e riscos à saúde dos atletas.

​A decisão final sobre o novo formato dependerá de votações e debates com os membros associados da Fifa, que começarão formalmente nos próximos meses. Caso seja aprovado, o modelo com 64 seleções redesenhará o cenário do futebol mundial a tempo para o torneio centenário de 2030, que terá como sedes principais Marrocos, Portugal e Espanha.


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