Um caso de violência doméstica chocou a cidade de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, após a divulgação de imagens de segurança que flagraram um pai desferindo um forte chute contra a própria filha, uma menina de apenas três anos de idade. Além da violência contra a criança, novas informações apontam que o homem também intimidou uma testemunha que presenciou a cena e tentou intervir para proteger a menor.
De acordo com relatos obtidos pelas investigações, a testemunha se aproximou do agressor logo após presenciar o chute que derrubou a criança na calçada. Nesse momento, em vez de cessar a atitude hostil, o pai voltou-se contra o cidadão, proferindo ameaças verbais diretas para evitar que o caso ganhasse maiores proporções ou que a polícia fosse acionada de imediato.
Andamento das investigações e medidas protetivas
A Polícia Civil do Paraná instaurou um inquérito policial e agiu rapidamente diante da gravidade e da repercussão do ocorrido. O agressor foi indiciado pelos crimes de tortura e lesão corporal. Conforme apurado pelas autoridades na sequência do caso, a violência familiar não era um fato isolado: as investigações apontaram castigos cruéis e recorrentes contra a menina e também contra o seu enteado de cinco anos, que eram obrigados a se ajoelhar sobre tampinhas de garrafa e grãos de feijão.
Diante do cenário de vulnerabilidade da família e das ameaças relatadas, o Poder Judiciário, sob manifestação do delegado responsável pelo caso, expediu ordens urgentes para assegurar a integridade dos envolvidos:
- Prisão do agressor: O homem teve a sua prisão preventiva decretada e permanece detido à disposição da Justiça.
- Medidas protetivas: Foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor da menina de três anos, do irmão de cinco anos e também da mãe das crianças.
- Apoio psicossocial: O Conselho Tutelar e a rede de assistência social do município foram acionados para acompanhar de perto o núcleo familiar.
O laudo pericial inicial indicou que, apesar do forte impacto sofrido pelo chute que foi gravado pelas câmeras de monitoramento, a menina não apresenta sequelas físicas graves e seu estado de saúde é considerado estável. A polícia tem o prazo legal de dez dias para concluir o inquérito e remetê-lo ao Ministério Público, que poderá oferecer a denúncia formal contra o acusado.
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