IA acelerará países e ex-líder do Google alerta que Brasil corre o risco de ‘ficar em 1500’

​O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) promete redefinir a geopolítica global, mas também acende um sinal de alerta dramático para as economias em desenvolvimento. Em declarações recentes que repercutiram no cenário tecnológico e político, Mat Velloso, engenheiro brasileiro que ocupou cargos de liderança no Google e no superlaboratório de IA da Meta, pintou um cenário preocupante: enquanto nações preparadas darão um salto histórico de produtividade, o Brasil corre o risco de estagnar e, metaforicamente, “ficar em 1500”.

​O abismo da produtividade e o fator energético

​Para Velloso, a inteligência artificial não é apenas mais uma ferramenta de automação, mas sim um divisor de águas histórico. A tecnologia oferece a oportunidade sem precedentes de resolver gargalos estruturais em setores onde há escassez de mão de obra qualificada ou infraestrutura. No entanto, os países que não conseguirem integrar essa tecnologia de forma profunda em suas economias serão deixados irremediavelmente para trás.

​O especialista aponta que a corrida pela liderança da IA já desenha uma nova ordem mundial, com destaque para o avanço chinês:

  • A dianteira da China: Velloso avalia que a China está extremamente bem posicionada para liderar o setor.
  • A energia como gargalo: O processamento de modelos de IA de última geração exige uma quantidade colossal de eletricidade. Na visão do engenheiro, “a energia é o ponto central” que ditará quais países conseguirão sustentar a infraestrutura necessária para essa revolução.

​Riscos à democracia e o futuro do trabalho

​Além dos desafios econômicos, a popularização de ferramentas de IA generativa traz à tona debates urgentes sobre a estabilidade das instituições democráticas. A facilidade na criação de desinformação em massa, deepfakes altamente realistas e campanhas de manipulação coordenada representam, segundo Velloso, riscos severos e imediatos à democracia global.

​”A tecnologia cria a chance de resolver problemas onde falta gente, mas a velocidade dessa transição exige um preparo institucional que a maioria dos países ainda não possui.”

​Enquanto nações desenvolvidas correm para regulamentar o setor e garantir soberania tecnológica e energética, o Brasil enfrenta o desafio duplo de educar sua força de trabalho para a nova era digital e modernizar sua infraestrutura básica para evitar o isolamento tecnológico.


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