Carregando agora

Lula aguarda pronunciamento de Donald Trump e afirma que “contra o Brasil ninguém ganha mentindo”

Lula aguarda pronunciamento de Donald Trump e afirma que “contra o Brasil ninguém ganha mentindo”

​O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira que só irá se pronunciar detalhadamente sobre as novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos após uma manifestação oficial do presidente norte-americano, Donald Trump. Durante uma agenda pública na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, o mandatário brasileiro adotou um tom de cautela e firmeza institucional.

​”Eu vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei porque nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo”, afirmou Lula.

​O impacto das novas tarifas americanas

​A reação do governo ocorre após a gestão de Donald Trump confirmar a aplicação de uma nova sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, sob a justificativa de investigar supostas práticas comerciais desleais.

​A medida, prevista para entrar em vigor na próxima quarta-feira, acendeu o alerta em setores estratégicos da economia nacional:

  • ​Prejuízo estimado: A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que cerca de US$ 11 bilhões em exportações brasileiras para os EUA estejam em risco, o que representa aproximadamente 26% do total vendido ao país parceiro.
  • ​Setores afetados: Itens como etanol, máquinas agrícolas e insumos industriais estão entre os principais alvos da nova política alfandegária norte-americana.
  • ​Foco no mercado interno: Como resposta paralela, o governo federal anunciou o reforço do programa Brasil Soberano, com o objetivo de oferecer linhas de crédito para mitigar os impactos financeiros sobre os empresários afetados.

​Estratégia de reciprocidade em compasso de espera

​Embora o Palácio do Planalto tenha indicado inicialmente que acionaria os mecanismos da Lei de Reciprocidade — aprovada pelo Congresso Nacional — e buscaria a mediação da Organização Mundial do Comércio (OMC), aliados políticos do presidente defendem cautela.

​A avaliação interna é de que uma reação imediata e agressiva por parte do Brasil poderia motivar o governo dos EUA a ampliar as sanções, transformando o embate comercial em um combustível altamente polarizado para o cenário político. Por enquanto, a diplomacia brasileira prefere aguardar os próximos passos vindos de Washington.


Descubra mais sobre

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Publicar comentário

You May Have Missed

Descubra mais sobre

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo