O recente anúncio de barreiras alfandegárias pelos Estados Unidos promete mudar os rumos do comércio exterior brasileiro. Segundo dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o chamado “tarifaço” vai impactar diretamente cerca de US$ 7,2 bilhões em produtos exportados pelo Brasil, concentrando os maiores prejuízos nos estados de São Paulo e Santa Catarina.
A medida unilateral gerou forte reação de lideranças do setor produtivo e do governo. O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, classificou a decisão norte-americana como “absurda do ponto de vista comercial”, destacando que a imposição dessas taxas prejudica cadeias de suprimentos globais que já estavam consolidadas e ameaça postos de trabalho em setores estratégicos da indústria nacional.
Os estados mais afetados
O impacto da nova política tarifária não se distribuirá de forma uniforme pelo território brasileiro. Pela força de suas matrizes industriais, duas unidades da federação lideram as perdas:
- São Paulo: Principal polo industrial do país, o estado deve registrar perdas significativas em setores de alta tecnologia, autopeças e manufaturados complexos.
- Santa Catarina: Fortemente voltado à exportação, o estado do Sul projeta fortes impactos nos segmentos metalmecânico, de maquinários e de proteínas animais.
Economistas alertam que o encarecimento dos produtos brasileiros no mercado americano forçará as empresas nacionais a buscarem novos parceiros comerciais na Ásia e na União Europeia, além de exigir um esforço redobrado do governo em negociações bilaterais para tentar reverter ou mitigar as sobretaxas.
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