WASHINGTON E BRASÍLIA — O governo do presidente norte-americano Donald Trump concedeu o green card ao ex-deputado federal brasileiro Eduardo Bolsonaro (PL-SP), autorizando o parlamentar e sua família a viverem, trabalharem e estudarem nos Estados Unidos por tempo indeterminado. A informação foi confirmada por aliados do político e divulgada nesta semana.
A concessão do visto de residência permanente engloba também a esposa e os filhos do ex-deputado, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. O pedido de residência havia sido formalizado há mais de um ano, sob a alegação da defesa de que Eduardo enfrentava perseguição política no Brasil.
Direitos e proteção jurídica
Com o documento de residência permanente, Eduardo Bolsonaro passa a ter acesso a garantias legais e direitos semelhantes aos de um cidadão norte-americano, como a permissão para exercer atividades profissionais sem necessidade de vistos temporários, ingressar em instituições de ensino locais e solicitar benefícios governamentais de saúde e previdência, desde que cumpridos os requisitos exigidos pela legislação local. As exceções permanecem quanto ao direito de voto em eleições federais e à emissão de passaporte estadunidense.
Especialistas e juristas avaliam que a decisão da administração Trump traz impactos diretos sobre o cenário político e judicial. A obtenção do green card dificulta significativamente qualquer eventual pedido de extradição formulado pelas autoridades brasileiras.
Contexto de tensões diplomáticas
A decisão de conceder o status legal a Eduardo Bolsonaro ocorre em um momento de acentuada tensão nas relações diplomáticas e comerciais entre Brasília e Washington. Recentemente, a administração Trump anunciou a imposição de novas tarifas de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil, medida que o governo norte-americano associou abertamente às divergências políticas e ao ambiente institucional brasileiro.
No âmbito jurídico no Brasil, Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, em razão de articulações que o ex-parlamentar admitiu ter promovido junto a autoridades internacionais para pressionar órgãos judiciais brasileiros. Com o novo status conferido pelos EUA, o ex-deputado amplia sua proteção sob a jurisdição norte-americana enquanto permanece no exterior.
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