Por [Seu Nome], 2 de abril de 2025
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, formalizou nesta terça-feira (1º) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para decretar a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio. Réu por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fugiu para a Argentina e alega temer ser preso no Brasil .
O pedido da PGR
Gonet argumentou que a fuga de Léo Índio caracteriza descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF, como o cancelamento de seus passaportes em janeiro de 2023. Apesar da proibição, ele entrou na Argentina usando apenas documento de identidade — prática permitida entre países do Mercosul .
Em seu parecer, o procurador afirmou que a evasão “evidencia insuficiência das medidas alternativas, descaso com a lei penal e desrespeito às decisões do STF”. A prisão preventiva, segundo ele, é necessária para “garantir a aplicação da lei”, conforme prevê o artigo 312 do Código de Processo Penal .
A fuga e as contradições
Léo Índio divulgou um vídeo nas redes sociais confirmando sua mudança para a Argentina, onde diz buscar “asilo político” para preservar sua “integridade física e moral”. A defesa apresentou à Justiça um documento migratório que autoriza sua permanência provisória em Puerto Iguazú até junho . No entanto, em entrevista ao UOL, ele afirmou estar em Mendoza, região a mais de 2.000 km do local informado oficialmente .
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, já havia intimado a defesa na semana passada para esclarecer a possível fuga. Os advogados confirmaram a ida ao país vizinho, mas não detalharam os motivos .
Os crimes imputados
Léo Índio foi denunciado pela PGR em fevereiro de 2023 por cinco crimes:
- Golpe de Estado
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Associação criminosa armada
- Dano qualificado
- Deterioração de patrimônio tombado .
As acusações incluem participação ativa nas invasões às sedes dos Três Poderes, com registro e divulgação de imagens durante os ataques. A PGR também aponta conversas em que ele defendia “uma bomba no Supremo” .
A defesa e o contexto político
Advogados de Léo Índio negam todas as acusações, classificando-as como “perseguição política”. Eles sustentam que ele “não financiou nem patrocinou” os atos golpistas e que as provas são insuficientes . O próprio réu declarou ao Estadão que retornará ao Brasil “assim que a perseguição injusta acabar” .
Próximos passos
A decisão sobre a prisão preventiva cabe a Alexandre de Moraes. Se aceito o pedido, Léo Índio poderá ser detido ao retornar ao Brasil ou extraditado, dependendo de um eventual acordo com as autoridades argentinas .
Com informações de Valor Econômico, UOL, CartaCapital, CNN Brasil, O Dia, Terra e ICL Notícias.