Em revelações que detalham os bastidores das reuniões ocorridas após as eleições presidenciais, o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), relatou a existência de um risco real de ruptura democrática durante o final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O depoimento do militar traz um panorama sobre as discussões internas nas Forças Armadas a respeito de propostas de intervenção estatal e instrumentos de exceção.
Segundo os relatos, que constam em registros sobre a transição do poder executivo, o ex-presidente e interlocutores próximos teriam apresentado aos chefes militares minuta de decretos que previam o estado de sítio e a aplicação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Enquanto lideranças de outras forças apresentaram posicionamento divergente quanto à adesão do meio militar às propostas, o ex-comandante da FAB reforçou que a instituição se manteve fiel aos preceitos da Constituição Federal.
O testemunho de Baptista Júnior junta-se às investigações e depoimentos colhidos no âmbito dos inquéritos sobre os atos antidemocráticos. A posição contrária adotada por setores da cúpula militar foi apontada por analistas e pelas apurações da Polícia Federal como elemento determinante para obstar qualquer tentativa concreta de impedimento da posse do governo eleito
Descubra mais sobre O expresso Br
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



