Família de empresária morta após plásticas em Goiânia denuncia negligência e falta de avaliação presencial

A empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, que vivia na Espanha, morreu em Goiânia após passar por uma maratona de procedimentos estéticos faciais avaliada em R$ 118 mil. Segundo o relato da irmã da vítima, Djiane Vieira, Andreia economizou o dinheiro por dois anos para realizar o procedimento, mas não chegou a passar por nenhuma consulta presencial com o médico responsável antes de dar entrada no hospital. A comunicação e o envio de exames vinham sendo feitos à distância, por meio da equipe médica.

​De acordo com familiares, o atendimento presencial que estava agendado para dias antes foi cancelado pela secretária da clínica, sob a justificativa de que a avaliação final seria feita diretamente no centro cirúrgico. A cirurgia englobou seis procedimentos no rosto, com duração de mais de oito horas. Horas após a intervenção, a paciente apresentou complicações no quarto, incluindo inchaço severo. O laudo apontou a causa da morte como trombose aguda e infarto pulmonar.

​A família denunciou o caso por suspeita de negligência médica e questionou a infraestrutura do local. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) solicitou a abertura de inquérito policial para investigar o caso como possível homicídio culposo, enquanto o Conselho Regional de Medicina (Cremego) pediu esclarecimentos oficiais. Em nota, a defesa do médico informou que lamenta o ocorrido, mas que detalhes não serão divulgados publicamente devido ao sigilo médico e que as informações serão prestadas formalmente às autoridades. 


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